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Governo Anastasia apoia expansão da unidade industrial da Bombril, em Sete Lagoas

Investimentos no valor de R$ 60,3 milhões serão feitos para expansão da unidade industrial da Bombril, em Sete Lagoas, na região Central do Estado. Serão gerados 476 empregos diretos e 1.153 indiretos. O anúncio foi feito na manhã desta sexta-feira (22), durante assinatura do protocolo de intenções entre o Governo Anastasia, por intermédio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sede), e o diretor-presidente da Bombril, Marco Aurélio Guerreiro de Souza.

“A Bombril é extremamente importante para a economia do Estado, não somente pelos valores dos investimentos anunciados, mas também pela tradição no mercado e, principalmente, pelo número de empregos que gera em Minas Gerais”, enfatizou o secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Sérgio Barroso.

O secretário reforçou que os investimentos de empresas como a Bombril, focados na geração de empregos em Minas Gerais, estão entre as principais prioridades do Governo. “É importante mencionar que o professor Anastasia quer ser conhecido como o governador do emprego. E esse investimento em Sete Lagoas contempla as metas definidas para a sua gestão”, frisou.

O projeto de ampliação da unidade fabril começou em julho deste ano e a previsão é que seja concluído até dezembro de 2012, quando deverá aumentar sua capacidade de produção, em volume de toneladas, em 840%, e sua receita, em R$ 303 milhões. “Com essa expansão, a unidade passará a produzir as principais linhas de produtos da empresa, assumindo o atendimento de toda a demanda de Minas Gerais e dos estados do Acre, Rondônia, Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal, Tocantins, Rio de Janeiro e Espírito Santo, o que irá representar cerca de 30% da produção total da empresa”, explicou Marco Aurélio de Souza.

Segundo o diretor-presidente da Bombril, a parceria com o Estado faz com que o projeto de expansão da empresa contribua não somente com o crescimento da Bombril, mas também com o desenvolvimento da economia mineira e do país.

A empresa

A Bombril S/A, que tem sede em São Bernardo do Campo, iniciou suas operações em 1948, com a fabricação de lã de aço. Além da planta de Sete Lagoas, a empresa tem outras duas unidades instaladas em São Paulo e Pernambuco. O faturamento da empresa é da ordem de R$ 1,1 bilhão por ano. A empresa atua em 16 categorias de produtos (entre eles lã e palha de aço, detergentes, desinfetantes, amaciantes de roupas e esponjas sintéticas). O portfólio da empresa é composto de 196 itens inseridos em dezoito marcas diferentes.

A unidade de Sete Lagoas foi inaugurada em 1987 e era dedicada à fabricação das esponjas de lã de aço. Em novembro de 2004, a fábrica foi desativada. Um ano depois, a unidade voltou a operar, dessa vez, dedicada exclusivamente à produção de saponáceos. Na época da reativação da unidade, a empresa investiu cerca de R$ 4 milhões. Atualmente, a fábrica de Sete Lagoas é a única a produzir o Sapólio Radium, marca de saponáceo da empresa.

Fapemig divulga resultado do Edital Universal

O maior e mais esperado edital da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig) acaba de ter seu resultado divulgado. Mais uma vez, os números são recordes. Este ano, foram 1799 propostas recebidas, 722 aprovadas e mais de R$ 23 milhões em recursos.

Além dos números, a versão 2010 do edital apresentou uma novidade. Uma parceria com o Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (Cefet-MG) aumentou as chances dos pesquisadores da instituição de conseguirem o financiamento de suas pesquisas. Por meio da parceria, o Cefet-MG responsabilizou-se por financiar, em até R$ 1 milhão, as propostas de seus pesquisadores que tenham somado mais de 70 pontos na classificação da Fapemig, mas que tenham ficado excedentes entre as propostas aprovadas no edital.

Dessa forma, todos os 19 projetos de pesquisa do Cefet que foram considerados aptos a receber apoio, ou seja, não foram desclassificados, receberão financiamento. Os dez melhores colocados, que somam R$ 295,5 mil, receberão recursos da Fapemig, de acordo com o limite de recursos do edital. Os outros nove, que somam R$ 228,5 mil, serão financiados e contratados diretamente pelo Cefet.

A ideia de parceria foi levada à Fapemig pelo próprio Centro de Educação. Segundo o Diretor Geral do Cefet-MG, Flávio Antônio dos Santos, a iniciativa tem o intuito de fomentar e induzir maior participação dos docentes da instituição no envio de propostas ao Edital Universal. “É um esforço que tem como objetivo não só ampliar as atividades de pesquisa, mas também apoiar a nossa pós-graduação”, diz.

Segundo Santos, a parceria só foi possível graças ao diálogo permanente que a Fundação estabelece com as Instituições de Ensino Superior (IES) de Minas Gerais. “A Fapemig tem atendido todas as demandas das Instituições Públicas de Ensino Superior (Ipes) mineiras, a exemplo de diversas que já foram apresentadas. Esse diálogo permanente nos permite inovar em projetos como esse. Vamos avaliar os resultados dessa primeira experiência, mas acredito que ela não só se repetirá com o Cefet como agregará outras instituições”, afirma.

O presidente da Fapemig, Mario Neto Borges, também acredita que a iniciativa pode estimular novas parcerias. “Foi uma experiência muito válida e uma boa proposta, já que garante maior número de pesquisas financiadas em Minas Gerais. A Fapemig tem a intenção de levar o assunto para discussão no Fórum das Ipes mineiras”, adianta.

O Edital

O Edital Universal é um dos mais esperados no meio científico do Estado, por oferecer apoio a projetos desenvolvidos em todas as áreas do conhecimento e reunir o maior volume de recursos. Ele dá ao pesquisador a liberdade de propor o tema e permite melhor estruturação de laboratórios de pesquisa, permitindo, inclusive, o custeio de material bibliográfico.

As propostas recebidas passam pela análise das Câmaras de Assessoramento da Fapemig distribuídas entre todas as áreas do conhecimento, que as julgam, classificam e recomendam. São aproximadamente 90 doutores, especialistas nas modalidades dos projetos submetidos, que se dividem em oito câmaras: Agricultura; Medicina Veterinária e Zootecnia; Ciências Biológicas e Biotecnologia; Ciências da Saúde; Ciências Exatas e dos Materiais; Recursos Naturais, Ciências e Tecnologias Ambientais; Ciências Sociais, Humanas, Letras e Artes; e Arquitetura e Engenharias. As propostas são classificadas e as de maior nota contratadas dentro do limite de recursos disponíveis.

Para o Diretor Científico da Fapemig, José Policarpo G. de Abreu, é importante destacar, de maneira especial, o trabalho das Câmaras de Assessoramento na versão 2010 do edital. “É preciso reconhecer o esforço das câmaras em concluir o julgamento do edital em tempo hábil, mesmo havendo um volume recorde de propostas recebidas”, diz.

Para conhecer a lista completa de propostas aprovadas no edital Universal 2010, clique aqui.

As propostas a serem financiadas e contratadas pelo Cefet-MG também estão listadas neste endereço.

A Fapemig ainda disponibiliza a lista de propostas não recomendadas, que pode ser visualizada aqui.

 

Boletim Conjuntura da Fundação João Pinheiro revela que economia mineira continua em forte recuperação

A economia mineira continua com forte recuperação, voltando ao ritmo de crescimento pré-crise. A conclusão é destacada na mais recente edição do Boletim de Conjuntura, publicação do Centro de Estatística e Informações da Fundação João Pinheiro (FJP), referente ao 2º trimestre de 2010.

O documento, já disponível na página da instituição, contém uma revisão do desempenho da economia mineira no período, relacionando-a ao panorama nacional. Nesta edição, o Boletim traz ainda uma nota técnica sobre o superávit no comércio interestadual de Minas Gerais entre 2005 e 2009.

Minas Gerais, tradicionalmente, tem uma significativa parte de sua economia voltada para o mercado interno, com exportações interestaduais superavitárias desde 2005. Por isso, as expectativas para 2010 estão atreladas ao desempenho econômico nacional. Passado o período de crise, em 2009, as taxas de crescimento do PIB mineiro apresentam-se superiores às do Brasil e de outros países, com expansão de 11,2% no 2º trimestre de 2010, na comparação com o mesmo período de 2009.

Com isto, a economia de Minas Gerais fechou o primeiro semestre com expansão de 12,2% na comparação com o mesmo período do ano anterior e, no acumulado dos últimos 12 meses, a taxa de expansão alcançou 5,6%, ante 1,4% do primeiro trimestre.

Considerando a série histórica do PIB trimestral em Minas Gerais, a taxa de crescimento foi a segunda maior desde o primeiro trimestre de 2003, menor apenas que o primeiro trimestre de 2010. Essa taxa foi influenciada, principalmente, pelo crescimento industrial, que teve também sua segunda maior alta histórica nessa base de comparação.

Brasil

No país, o PIB cresceu 1,2% na passagem do primeiro para o segundo trimestre de 2010. A taxa de desemprego ficou em 7,3% no segundo trimestre de 2010, sendo a menor marca da série histórica desde 2002. A redução do desemprego também contribuiu para uma alta expressiva no nível de renda dos trabalhadores. Na média do segundo trimestre, o valor aumentou 3,5% na comparação com os mesmos meses do ano anterior. É uma taxa bem superior aos níveis registrados no começo do ano, como a alta de 0,4% de janeiro.

Setores

No segundo trimestre de 2010, o setor industrial foi o que mais se destacou, com expansão de 19,5%, alavancado principalmente pelos segmentos de mineração e siderurgia. No período avaliado, a agropecuária mineira cresceu 7,1%, enquanto a pecuária registrou decréscimo de -7,9%.

O setor de Comércio experimentou uma expansão praticamente contínua nos doze meses que se encerraram em junho de 2010. Neste período, a média do volume de vendas no conjunto do comércio varejista ampliado em Minas Gerais, no período de julho/2009 a junho/2010, comparada ao período de julho/2008 a junho/2009, já projetava uma taxa de crescimento anual próxima a 9%.

No setor de serviços, o valor adicionado foi 6,9% maior que no segundo trimestre do ano passado. A estimativa do IBGE para o PIB do Brasil, no mesmo período, projetou crescimento de 5,6% no valor adicionado nas atividades produtivas deste mesmo setor.

Mercado de Trabalho

Os resultados observados no mercado de trabalho, no segundo trimestre de 2010, em Minas Gerais e no Brasil, confirmam a importância da retomada, em bases sustentáveis, do crescimento econômico para a melhoria dos resultados observados. A inserção produtiva dos trabalhadores continua a ser ampliada com novos postos de trabalho. O perfil do emprego apresenta avanço qualitativo com maior participação do trabalho formal e, além disso, houve incremento do rendimento médio dos trabalhadores.

O maior dinamismo na criação de postos de trabalho formais em Minas Gerais ocorreu no setor da construção civil e, em termos absolutos, os setores da indústria de transformação e de serviços são os que mais têm contribuído para a geração de novos postos de trabalho. No segundo trimestre, responderam, respectivamente, por 25.000 e 28.000 novos contratos no estado.

Na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), o total de empregados assalariados no setor privado com carteira assinada aumentou de 1.010.000 em junho de 2009 para 1.088.000 em junho de 2010, enquanto houve diminuição no número de empregados sem carteira assinada (3,4%), de trabalhadores autônomos (7,5%), e de empregados domésticos (9,4%).

Exportações

Houve expressivo crescimento nas exportações mineiras no período avaliado. O valor das vendas externas alcançou US$ 7,14 bilhões, o que correspondeu a 52,6% de crescimento em relação ao mesmo trimestre de 2009, e a 37,6% de expansão em comparação ao primeiro trimestre de 2010.

Os segmentos que mais influenciaram o comportamento das exportações de Minas Gerais, no segundo trimestre de 2010, em relação ao mesmo trimestre do ano anterior foram minérios e produtos minerais (85,7%), produtos siderúrgicos (58,4%), papel e celulose (112,4%) e café (15,1%).

Inflação

A taxa de inflação na RMBH medida pelo IPCA correspondeu a 1,1% no acumulado durante o segundo trimestre de 2010. O número é inferior ao observado no trimestre imediatamente anterior (2,1%). O recuo acompanhou a tendência do índice nacional, que passou de 2,0% para 1,0% no mesmo período.

Finanças públicas

No segundo trimestre de 2010 houve expansão nominal de 5,5% da Receita Corrente em comparação ao mesmo período do ano anterior. Este valor subiu de R$ 10,47 bilhões para R$ 11,04 bilhões. Comparando o 1º semestre de 2010 com o mesmo período de 2009, houve expansão nominal de 9,8%, com a cifra atingindo R$ 20,93 bilhões este ano, frente aos R$ 19,73 bilhões de 2009.

A arrecadação de ICMS, principal fonte de receita estadual, apresentou acréscimo nominal de 20,5% no 1º trimestre de 2010, em comparação com o 1º trimestre de 2009. O valor arrecadado subiu de R$ 5,27 bilhões para R$ 6,35 bilhões. No que se refere ao acumulado em 2010, houve expansão nominal de 18,8%. Estes resultados confirmam a retomada do ritmo de crescimento da arrecadação, contribuindo para a manutenção do equilíbrio das contas públicas no Estado.

 

Editais da Vale-Fapemig passam por nova avaliação, são R$ 120 milhões a projetos de Mineração, Energia e Ecoeficiência:

Iniciou na última quarta (20) até sexta-feira (22), mais uma etapa de análise das propostas dos editais lançados pela Vale e as Fundações de Amparo à Pesquisa (FAPs) dos estados de Minas Gerais (Fapemig), São Paulo e Pará. Prevista nos Editais, esta fase consiste na análise dos Projetos em Rede pelos consultores ad Hocs, ou seja, especialistas da área, indicados pelas FAPs e representantes da Vale. O encontro acontece na Academia Brasileira de Letras, no Rio de Janeiro (RJ).

“A análise individual já foi feita por cada fundação. Agora é o momento de avaliar em conjunto a consistência científica e tecnológica, a interação dos Projetos em Rede e, por fim, verificar a viabilidade desta Rede”, explica Ana Paula Leão, chefe do Departamento de Estudos e Análises da Fapemig. Ela e mais uma funcionária do Departamento representarão a Fundação nesta etapa. Nesta quarta (20) e quinta-feira (21) será realizada a fase de análise e julgamento das propostas, e na sexta-feira (22) os representantes das FAPs e da Vale se reunirão na sede da empresa para avaliação geral e discussões sobre o edital.

Parceria Vale e FAPs

O convênio entre a Vale e as Fundações de Amparo à Pesquisa dos três estados foi firmado no início deste ano. Ao todo, serão destinados R$ 120 milhões a projetos nas áreas de Mineração, Energia, Ecoeficiência e Biodiversidade, e Produtos Ferrosos para Siderurgia. Somente em Minas Gerais, serão aplicados R$ 41 milhões, sendo R$ 21 milhões provenientes da Fapemig e R$ 20 milhões da Vale. As propostas foram apresentadas em duas modalidades: Individual ou em Rede de Pesquisa, e foram entregues à FAP do estado de residência do proponente.  Para o presidente da Fapemig, Mario Neto Borges, a parceria firmada com a Vale incentiva a articulação entre três elos – empresa privada, meio acadêmico e governo – que historicamente têm deficiências de comunicação. “Estamos quebrando paradigmas. O peso do nome Vale abre portas para que outras empresas se interessem em fazer parcerias”, afirma.