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Anastasia refaz compromisso de agregar valor para fortalecer as exportações

Antonio Anastasia reafirma compromisso de atrair empresas para agregar valor aos produtos exportados por Minas Gerais

Fonte: Coligação “Somos Minas Gerais”

Durante encontro com prefeitos das cidades polo, governador destacou o crescimento de 78,4% nas exportações mineiras em julho, acima da média nacional

As exportações das indústrias mineiras tiveram um crescimento superior ao nacional tanto no acumulado do ano, quanto em julho deste ano em relação ao mesmo mês de 2009. O desempenho do comércio exterior em Minas Gerais foi fundamental para o saldo positivo da balança comercial do país no mês passado. Durante encontro com prefeitos das cidades polo, nesta quinta-feira (26/08), o governador Antonio Anastasia destacou  avaliação da Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg), responsável pela elaboração das Estatísticas de Comércio Exterior divulgadas ontem. O estudo mostra que, sem a participação do Estado de Minas Gerais, o país teria déficit de US$ 460 milhões.

O governador Antonio Anastasia reiterou que, reeleito, dará prioridade na política econômica do Estado para que Minas aumente a participação de produtos de valor agregado na sua pauta de exportação. Segundo os dados da pesquisa Fiemg/Comex, os produtos básicos, ou seja, com baixo valor agregado, lideraram as vendas externas por Minas Gerais. O café é um exemplo. Minas Gerais é o maior produtor do país, mas quase não exporta o produto industrializado, que é o de maior valor no mercado.

“O Brasil só conseguiu superávit na balança de exportações em razão das exportações de Minas Gerais. Mas nós temos de diversificar isso, diversificar os nossos produtos, agregando valor. E para isso, esse programa de incentivos estratégicos vai priorizar empresas que venham com esse perfil, manufaturas, indústria de base, para permitir que tenhamos uma riqueza maior”, afirmou Antonio Anastasia.

A proposta que fará parte do Plano de Governo de Antonio Anastasia prevê a identificação da vocação de cada município e da região a que está inserido e atrair empresas que possam agregar valor ao produto primário.

Resultados expressivos
Os dados da pesquisa Fiemg Comex divulgados ontem apontaram que, em julho, o resultado de Minas foi o segundo maior da série histórica, com crescimento de 78,4%, para um total de R$ 2,822 bilhões. Este valor só é menor que o registrado em setembro de 2008, época em que se agravou a crise financeira internacional. Em todo o país a elevação foi de 25%. As exportações mineiras no acumulado de 2010 representaram 14,1% da pauta brasileira.

Não é apenas neste ponto que os resultados do estado superam os do país. No mês passado, o saldo da balança comercial de Minas Gerais (resultado das exportações menos as importações) foi positivo em R$ 1,9 bilhão, enquanto o Brasil fechou em R$ 1,3 bilhão. E. No acumulado do ano até julho, as exportações do estado totalizaram US$ 15,1 bilhões contra US$ 10,5 bilhões em 2009. As perspectivas traçadas pela própria Federação das Indústrias são de que se for mantido este cenário, as vendas externas das indústrias de Minas poderão atingir recordes neste ano, com uma movimentação superior a US$ 25 bilhões.

Desde janeiro e também em julho, Minas Gerais permanece com saldo superior ao brasileiro. As importações também cresceram bastante atingindo a US$ 5,32 bilhões, com expansão no acumulado de 39,6%, estimuladas principalmente pela agroindústria e indústria de transformação.

Emprego
Antonio Anastasia considerou que a agregação de valor aos produtos mineiros será fundamental para que Minas Gerais continue apresentando resultados positivos na geração de emprego. O governador também comentou destacou os resultados sobre a geração de empregos na Região Metropolitana de Belo Horizonte. De acordo com as informações divulgadas ontem, a taxa de desemprego na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) em julho ficou em 8,3%, a menor taxa desde 1996, ano em que teve início a série histórica da Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED).

O levantamento mostrou que a capital e os municípios do seu entorno detém o menor contingente de desempregados entre as sete regiões metropolitanas pesquisadas. E os trabalhadores da RMBH estão entre os mais bem remunerados. Em junho, o rendimento médio real dos ocupados foi de R$ 1.342, maior que a média nacional (R$1.265).

“O índice de desemprego na Região Metropolitana de Belo Horizonte voltou ao menor nível desde que iniciou seu levantamento em 1996. É o melhor do Brasil, o nosso. E o salário médio da Região Metropolitana de Belo Horizonte superou o de São Paulo e hoje só perde para o Distrito Federal. Mas, ainda que os números atuais sejam excelentes, Minas Gerais só vai conseguir evoluir economicamente de modo pleno quando nós diversificarmos a nossa economia”, disse Antonio Anastasia.

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