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Governo Antonio Anastasia inicia plano de ação com o aeroporto industrial para atrair empresas de alta tecnologia para Confins

Aeroporto industrial opera em janeiro

Retomada

Depois do lançamento do edital, governo mineiro prepara road show para atrair empresas de tecnologia interessadas em se instalar em Confins. Prioridades serão setores de alta tecnologia, como defesa e aeroespacial
Geórgea Choucair

O aeroporto industrial que o governo estadual está construindo em Confins deve começar a operar em janeiro de 2011 ou, no mais tardar, nos primeiros meses do ano, nas mãos da iniciativa privada. A Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) já lançou o edital de concorrência para a escolha de operador privado da área de 46,7 mil metros quadrados no entorno do Aeroporto Internacional Tancredo Neves. O governo quer atrair uma empresa com experiência em administração de condomínios industriais, que inclui um entreposto aduaneiro e nove lotes de 2,1 mil metros quadrados, para a instalação de indústrias de alta tecnologia e de componentes eletrônicos voltadas para a importação e exportação de produtos e insumos. Os interessados em participar do negócio têm até agosto para entregar as propostas.

“No lugar de lançar um edital para cada área, a Infraero decidiu licitar uma única empresa, chamada de operadora master”, informa o subsecretário de Assuntos Internacionais da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sede), Luiz Antônio Athayde. As obras de infraestrutura básica do aeroporto industrial, orçadas em R$ 10 milhões, estão em fase final e serão concluídas neste ano. Serão licitados também nove lotes disponíveis para a instalação de empresas de tecnologia de ponta. “Mas não significa que serão escolhidas nove empresas”, ressalta o secretário.

Conforme o edital da Infraero, do total do terreno do aeroporto industrial, 20,9 mil metros quadrados serão destinados ao entreposto aduaneiro. Os 25,836 mil metros quadrados restantes serão direcionados para a implantação das indústrias e demais infraestruturas necessárias para a operacionalização do Distrito Industrial (DI) alfandegado. Apesar de o empreendimento contar com um operador master, Athayde ressalta que a escolha das empresas deverá seguir as regras da Instrução Normativa nº 241, da Secretaria da Receita Federal (SRF), que dispõe sobre o regime aduaneiro.

A escolha do operador também seguirá o plano de desenvolvimento do Vetor Norte da capital, que caminha para se tornar um corredor multimodal de alta tecnologia, com investimentos focados em sete setores potenciais: defesa e aeroespacial, ciências da vida (nanotecnologia, biotecnologia, equipamentos médicos e farmacêuticos), tecnologia de informação (serviços de suporte de TI e desenvolvimento de softwares), componentes eletrônicos, turismo de negócios, educação e parques de logística de distribuição e comércio atacadista.

Esses setores, segundo estudo apresentado ao governo pela Jurong Consultants, de Cingapura, devem atrair até 2030 investimentos de US$ 21,9 bilhões, sendo US$ 15,3 bilhões em manufatura e serviços e US$ 6,6 bilhões em pesquisas. Os novos negócios devem gerar mais 400 mil empregos nos próximos 20 anos e uma população adicional de 1,4 milhão de pessoas na região. A Jurong Consultants é especializada em planejamento de infraestrutura de cidades e está debruçada desde 2008 em pesquisa com outras consultorias nacionais e estrangeiras para traçar o projeto Diretrizes para a sustentabilidade e desenvolvimento do Vetor Norte da Região Metropolitana de Belo Horizonte: o plano macroestrutural e o seu ordenamento econômico.

O projeto propõe que os investimentos sejam concentrados em 13 municípios: Betim, Contagem, Ribeirão das Neves, Vespasiano, Santa Luzia, Sabará, São José da Lapa, Confins, Lagoa Santa, Jaboticatubas, Matozinhos, Capim Branco e Pedro Leopoldo. Segundo Athayde, o objetivo do estudo foi buscar uma diversificação econômica para o estado. O governo inicia, no segundo semestre, um road show internacional para atrair empresas interessadas em se instalar no aeroporto.

PIB deve crescer 10%

Depois de ter crescido 12,2% no primeiro trimestre, o Produto Interno Bruto (PIB) de Minas Gerais deve fechar o ano com alta de 10% – um índice chinês. A previsão foi feita ontem pelo secretário de estado de Desenvolvimento Econômico, Sérgio Barroso, lembrando que, somente nos seis primeiros meses do ano, os investimentos privados em Minas atingiram R$ 50 bilhões, valor superior aos R$ 25 bilhões contabilizados em todo o ano de 2008 (pré-crise). Segundo o secretário, outros R$ 29 bilhões estão previstos para o segundo semestre, o que fará o estado encerrar o ano com investimentos privados de praticamente R$ 80 bilhões. “A indústria e a agropecuária têm sido os destaques”, frisa. Os números foram apresentados pelo secretário no Palácio Tiradentes, Cidade Administrativa, com a presença do governador Antônio Anastasia, durante o balanço do semestre.

O setor que está puxando o crescimento é o siderúrgico, com cerca de R$ 6 bilhões em investimentos. Algumas das principais empresas do estado, como Usiminas, ArcelorMittal, Belgo e V&M estão em expansão. O setor mineral está aplicando R$ 3,6 bilhões – e a bionergia aparece na terceira posição, com R$ 1 bilhão. Para os próximos meses, a previsão é que siderurgia amplie os investimentos, atingindo R$ 16 bilhões. A indústria química chegará a R$ 3,5 bilhões.

Na agricultura, a aposta é no crescimento da produção da Região Noroeste, considerada por Barroso como “a nova e última fronteira agrícola do Brasil”. O governo estadual lança hoje, em parceria com a Federação da Agricultura e Pecuária de Minas Gerais (Faemg), Banco do Brasil e tradings, o programa Pró-Noroeste, para estimular produtores rurais a plantar em maior escala (como foi antecipado ontem pelo EM). O trunfo é o corredor de exportação intermodal de Unaí até Pirapora (rodovia), e de lá, pelos trilhos da Ferrovia Centro-Atlântica (FCA) e Vitória-a-Minas (ambas da Vale) até Vitória.

No setor de energia, Barroso destacou a inauguração, nos próximos dia, do gasoduto Vale do Aço. “Agora, vamos tentar levá-lo até a região de Governador Valadares”, garantiu. “Estamos buscando consumidores.”

GUERRA FISCAL Barroso também garantiu que Minas não vai entrar em guerra fiscal com outros estados, mas também não vai mais perder investimentos em função da redução de impostos em outras regiões. “Não vamos mais perder investimentos”, garantiu. O secretário lembrou que as alíquotas de ICMS foram reduzidas na Zona da Mata para enfrentar os incentivos fiscais do Rio de Janeiro. “Só neste ano, já garantimos investimentos de R$ 10 bilhões na região”, disse. O governador Anastasia afirmou que a crise mundial atingiu de “forma grave” a economia mineira, mas garantiu que o estado está em período de retomada acelerada do crescimento”, garantiu. (Colaborou Paulo Paiva)

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