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Governo Antonio Anastasia inicia plano de ação com o aeroporto industrial para atrair empresas de alta tecnologia para Confins

Aeroporto industrial opera em janeiro

Retomada

Depois do lançamento do edital, governo mineiro prepara road show para atrair empresas de tecnologia interessadas em se instalar em Confins. Prioridades serão setores de alta tecnologia, como defesa e aeroespacial
Geórgea Choucair

O aeroporto industrial que o governo estadual está construindo em Confins deve começar a operar em janeiro de 2011 ou, no mais tardar, nos primeiros meses do ano, nas mãos da iniciativa privada. A Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) já lançou o edital de concorrência para a escolha de operador privado da área de 46,7 mil metros quadrados no entorno do Aeroporto Internacional Tancredo Neves. O governo quer atrair uma empresa com experiência em administração de condomínios industriais, que inclui um entreposto aduaneiro e nove lotes de 2,1 mil metros quadrados, para a instalação de indústrias de alta tecnologia e de componentes eletrônicos voltadas para a importação e exportação de produtos e insumos. Os interessados em participar do negócio têm até agosto para entregar as propostas.

“No lugar de lançar um edital para cada área, a Infraero decidiu licitar uma única empresa, chamada de operadora master”, informa o subsecretário de Assuntos Internacionais da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sede), Luiz Antônio Athayde. As obras de infraestrutura básica do aeroporto industrial, orçadas em R$ 10 milhões, estão em fase final e serão concluídas neste ano. Serão licitados também nove lotes disponíveis para a instalação de empresas de tecnologia de ponta. “Mas não significa que serão escolhidas nove empresas”, ressalta o secretário.

Conforme o edital da Infraero, do total do terreno do aeroporto industrial, 20,9 mil metros quadrados serão destinados ao entreposto aduaneiro. Os 25,836 mil metros quadrados restantes serão direcionados para a implantação das indústrias e demais infraestruturas necessárias para a operacionalização do Distrito Industrial (DI) alfandegado. Apesar de o empreendimento contar com um operador master, Athayde ressalta que a escolha das empresas deverá seguir as regras da Instrução Normativa nº 241, da Secretaria da Receita Federal (SRF), que dispõe sobre o regime aduaneiro.

A escolha do operador também seguirá o plano de desenvolvimento do Vetor Norte da capital, que caminha para se tornar um corredor multimodal de alta tecnologia, com investimentos focados em sete setores potenciais: defesa e aeroespacial, ciências da vida (nanotecnologia, biotecnologia, equipamentos médicos e farmacêuticos), tecnologia de informação (serviços de suporte de TI e desenvolvimento de softwares), componentes eletrônicos, turismo de negócios, educação e parques de logística de distribuição e comércio atacadista.

Esses setores, segundo estudo apresentado ao governo pela Jurong Consultants, de Cingapura, devem atrair até 2030 investimentos de US$ 21,9 bilhões, sendo US$ 15,3 bilhões em manufatura e serviços e US$ 6,6 bilhões em pesquisas. Os novos negócios devem gerar mais 400 mil empregos nos próximos 20 anos e uma população adicional de 1,4 milhão de pessoas na região. A Jurong Consultants é especializada em planejamento de infraestrutura de cidades e está debruçada desde 2008 em pesquisa com outras consultorias nacionais e estrangeiras para traçar o projeto Diretrizes para a sustentabilidade e desenvolvimento do Vetor Norte da Região Metropolitana de Belo Horizonte: o plano macroestrutural e o seu ordenamento econômico.

O projeto propõe que os investimentos sejam concentrados em 13 municípios: Betim, Contagem, Ribeirão das Neves, Vespasiano, Santa Luzia, Sabará, São José da Lapa, Confins, Lagoa Santa, Jaboticatubas, Matozinhos, Capim Branco e Pedro Leopoldo. Segundo Athayde, o objetivo do estudo foi buscar uma diversificação econômica para o estado. O governo inicia, no segundo semestre, um road show internacional para atrair empresas interessadas em se instalar no aeroporto.

PIB deve crescer 10%

Depois de ter crescido 12,2% no primeiro trimestre, o Produto Interno Bruto (PIB) de Minas Gerais deve fechar o ano com alta de 10% – um índice chinês. A previsão foi feita ontem pelo secretário de estado de Desenvolvimento Econômico, Sérgio Barroso, lembrando que, somente nos seis primeiros meses do ano, os investimentos privados em Minas atingiram R$ 50 bilhões, valor superior aos R$ 25 bilhões contabilizados em todo o ano de 2008 (pré-crise). Segundo o secretário, outros R$ 29 bilhões estão previstos para o segundo semestre, o que fará o estado encerrar o ano com investimentos privados de praticamente R$ 80 bilhões. “A indústria e a agropecuária têm sido os destaques”, frisa. Os números foram apresentados pelo secretário no Palácio Tiradentes, Cidade Administrativa, com a presença do governador Antônio Anastasia, durante o balanço do semestre.

O setor que está puxando o crescimento é o siderúrgico, com cerca de R$ 6 bilhões em investimentos. Algumas das principais empresas do estado, como Usiminas, ArcelorMittal, Belgo e V&M estão em expansão. O setor mineral está aplicando R$ 3,6 bilhões – e a bionergia aparece na terceira posição, com R$ 1 bilhão. Para os próximos meses, a previsão é que siderurgia amplie os investimentos, atingindo R$ 16 bilhões. A indústria química chegará a R$ 3,5 bilhões.

Na agricultura, a aposta é no crescimento da produção da Região Noroeste, considerada por Barroso como “a nova e última fronteira agrícola do Brasil”. O governo estadual lança hoje, em parceria com a Federação da Agricultura e Pecuária de Minas Gerais (Faemg), Banco do Brasil e tradings, o programa Pró-Noroeste, para estimular produtores rurais a plantar em maior escala (como foi antecipado ontem pelo EM). O trunfo é o corredor de exportação intermodal de Unaí até Pirapora (rodovia), e de lá, pelos trilhos da Ferrovia Centro-Atlântica (FCA) e Vitória-a-Minas (ambas da Vale) até Vitória.

No setor de energia, Barroso destacou a inauguração, nos próximos dia, do gasoduto Vale do Aço. “Agora, vamos tentar levá-lo até a região de Governador Valadares”, garantiu. “Estamos buscando consumidores.”

GUERRA FISCAL Barroso também garantiu que Minas não vai entrar em guerra fiscal com outros estados, mas também não vai mais perder investimentos em função da redução de impostos em outras regiões. “Não vamos mais perder investimentos”, garantiu. O secretário lembrou que as alíquotas de ICMS foram reduzidas na Zona da Mata para enfrentar os incentivos fiscais do Rio de Janeiro. “Só neste ano, já garantimos investimentos de R$ 10 bilhões na região”, disse. O governador Anastasia afirmou que a crise mundial atingiu de “forma grave” a economia mineira, mas garantiu que o estado está em período de retomada acelerada do crescimento”, garantiu. (Colaborou Paulo Paiva)

Antonio Anastasia depois do último final de semana se fortalece e passará a ter mais tempo na TV.

Vantagem tucana na TV

Eleições

Encerradas as convenções partidárias, horário eleitoral gratuito está praticamente definido em Minas. Aliança de 13 partidos garante ao governador Anastasia maior exposição na telinha

Leonardo Augusto e Bertha Maakaroun 

Faltam alguns acertos na escalação dos jogadores, mas, encerradas as convenções partidárias, estão definidos os times que entrarão em campo para a disputa pelo governo de Minas e o tempo de cada um na televisão. De um lado, jogadores que pertencem a um grupo de 13 partidos: PSDB, PPS, PSB, DEM, PRB, PP, PSC, PTdoB, PMN, PSL, PSDC, PDT e PTB. Juntos, eles garantem ao candidato à reeleição, Antonio Anastasia (PSDB), aproximadamente 60% do tempo total da propaganda eleitoral gratuita.

De outro, uma equipe formada por integrantes do PMDB, PT e PCdoB, que oficializarão a aliança amanhã, com a convenção conjunta de petistas e peemedebistas, dando a Hélio Costa 39% do tempo total. O PCdoB decidiu fazer parte do time no sábado. Na disputa aparece ainda o PV, que optou em jogar somente com atletas de seu próprio quadro.

O tempo de televisão do horário gratuito de propaganda eleitoral, que continua no centro das articulações para as coligações majoritárias, é também vedete das eleições. Ao todo, os candidatos a governador terão 36 minutos para a propaganda gratuita, nos dois blocos do horário eleitoral – de 18 minutos cada. Além disso, os concorrentes ao governo terão 6 minutos diários de inserções diárias (spots). A distribuição do tempo obedece à seguinte regra: dois terços segundo o peso das bancadas federais eleitas em 2006 -24 minutos – e um terço igualitariamente entre os candidatos -12 minutos.

Dentro dos 24 minutos distribuídos segundo as cadeiras a deputado federal conquistadas em 2006, o PV, que sai ao governo de Minas sozinho, sem coligação, terá 40 segundos -20 segundos no bloco da tarde e 20 segundos no bloco da noite – às segundas, quartas e sextas-feiras. O PV terá ainda seis segundos em inserções diárias.

A candidatura de Hélio Costa tem, com PMDB, PT e PCdoB, tempo de 9 minutos e 31 segundos nos dois blocos três vezes por semana. Além disso, Hélio Costa terá 1 minuto e 35 segundos de spots. Com o apoio de todos os partidos, Anastasia tem até agora 14 minutos e 28 segundos nos dois blocos três vezes por semana, além de dois minutos e 24 segundos de spots diários. Ainda está em jogo o tempo de um minuto e 11 segundos do PR, cuja decisão da convenção estadual pode ainda ter desdobramentos. Também disputam o cargo de governador: Vanessa Portugal (PSTU) e João Batista (PSOL), sem tempo na TV.

Modelo de Gestão adotado por Aécio Neves e Antonio Anastasia é referência nacional para ampliar a discussão sobre administração pública eficiente

A faixa onde o Estado pode atuar no controle de pessoal é bem mais limitada do que parece.

Raul Velloso
29/06/2010

O choque de gestão mineiro deve continuar a ser aplicado e inspirar experiências similares no restante do país

Desde 1999, os Estados brasileiros vêm sendo forçados a pagar parcelas inéditas do serviço de suas dívidas e a responder, assim, por quinhão relevante do esforço de ajuste fiscal do país. Contudo, aproveitando a desculpa dos impactos da crise de 2008 e a necessidade de injetar demanda na economia, a União reduziu o esforço fiscal global e vem se beneficiando sozinha disso. Dentro da apertada camisa de força a que estão submetidos, estados e municípios continuam a gerar os superávits elevados de sempre. Que “camisa” é essa, e o que têm feito os estados?

Pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), o gasto com pessoal dos poderes executivos estaduais não pode ultrapassar 46,55% das receitas (“limite prudencial”); novas renegociações de dívidas estão proibidas; e gastos de fim de mandato não podem mais ser transferidos para as novas administrações.

Além disso, os Estados são obrigados a gastar pelo menos 25% de suas receitas em educação e 12% em saúde. Após a última renegociação, o pagamento de serviço de dívida à União é no mínimo de 13% dos ingressos. Considerando todas essas limitações e evitando duplas contagens, sobra pouco dinheiro das receitas convencionais para destinar a investimentos, programas de áreas desprotegidas por receitas “vinculadas” e para o chamado custeio geral.

Em consequência, deu-se uma forte redução dos investimentos estaduais logo em seguida à assinatura dos últimos contratos de renegociação. Reconhecendo um grau mínimo de autonomia federativa, a União deixou, contudo, margem para recuperação dos investimentos por alguns caminhos (ainda que essas rotas tendam a se esgotar). No caso dos três Estados de maior dimensão, como São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, que se encontravam estrangulados financeiramente à época da renegociação, as principais saídas seriam: 1) aumento de receita acima de uma projeção inicial, o que permite, inclusive, maior endividamento, pois reduz a razão dívida/receita projetada originalmente nos contratos de renegociação; e 2) venda de ativos.

É óbvio que os Estados podem sempre obter mais recursos mediante a contenção do gasto de pessoal, mas é compreensível que isso seja difícil de implementar além de certo ponto. Dados os limites previstos na LRF, haverá sempre forte pressão dos sindicatos de servidores, que no Brasil entram em greve sem qualquer restrição, para obter maiores reajustes de salário, desde que os limites não sejam ultrapassados. (Ou seja, há o risco de os limites virarem piso e de, a partir daí, os gastos com pessoal crescerem sempre junto com a receita). Fora do controle do executivo estadual estão os gastos dos “poderes autônomos” – Legislativo, Judiciário, Ministério Público e Tribunal de Contas, que detêm autonomia financeira e administrativa constitucionais. Também há o problema do excesso de “vinculações” de receita, pois qualquer economia de gasto de pessoal nas áreas vinculadas acaba tendo de se traduzir em outro tipo de gasto da mesma área. Em resumo, a faixa em que o executivo estadual pode atuar no controle de pessoal é bem mais limitada do que pode parecer à primeira vista.

Sem ter participado da experiência recente de ajuste de qualquer desses Estados, vejo com agradável surpresa os expressivos resultados obtidos até o momento, especialmente em Minas Gerais. Entre 2002 e 2008, pelos balanços publicados no site do Tesouro Nacional (que param em 2008), Minas praticamente quintuplicou os investimentos, passando de R$ 775 milhões para R$ 3,740 bilhões, enquanto a inflação aumentava uma vez e meia. Adicionando as inversões financeiras, os gastos com retorno produtivo passaram de R$ 1,422 bilhão para R$ 5,168 bilhões anuais. Resultado chocante, diante das dificuldades acima apontadas. Simultaneamente, Minas realizava ajuste fiscal (aumento do superávit anual antes de pagar dívida) de R$ 3,4 bilhões, ou 10,8% das receitas, muito acima do realizado pelo conjunto dos Estados (6,7%).

Para obter isso, houve um formidável esforço de aumento de arrecadação (aumento nominal de 2,3 vezes), e razoável controle do gasto com pessoal, que subiu 1,8 vez, um pouco acima da inflação e bem abaixo da receita. Registre-se que o desempenho de Minas foi também significativamente superior ao do total estadual no tocante ao desempenho dos investimentos e das receitas, que, na média, apenas dobraram.

O choque de gestão mineiro contém, contudo, outros ingredientes que não se veem em muitos Estados, muito menos na União, e que têm levado à melhoria expressiva do desempenho nas áreas de educação, saúde, saneamento, segurança e transportes, entre outras, conforme pude constatar em estudos sobre o assunto. Segundo declaração de representante do Banco Mundial, “Minas Gerais é hoje uma referência no país por trazer para o centro do debate político o tema da gestão pública associada à qualidade fiscal, à inovação na administração pública e ao uso de instrumentos de monitoramento e avaliação de impacto”.

Seria ótimo que a população mineira tivesse elementos facilmente disponíveis para checar muitos dos resultados setoriais obtidos, em face das providências adotadas desde 2003. Destaco, aqui, alguns que se sobressaíram numa primeira análise. Ao tempo que se tentava o ajuste financeiro acima referido, houve recuo da mortalidade infantil em 17%, entre 2003 e 2008; redução da taxa de crimes violentos em 45,2%, entre 2003 e 2009; redução em 8% do número de acidentes em rodovias estaduais e federais delegadas, entre 2003 e 2008; ligação asfáltica a 100% dos municípios mineiros por rodovias de responsabilidade estadual, a se completar até o final de 2010; maior destinação de recursos a áreas de menor índice de desenvolvimento humano relativamente às demais; aumento de 160% da parcela da população urbana com tratamento adequado de resíduos; instituição de adicional de desempenho funcional dos servidores, calculado com base na avaliação de desempenho individual; e, finalmente, resgate de vários direitos dos servidores, como o pagamento em dia de salários e benefícios, além da criação de novos planos de carreira, entre outras medidas relevantes na área de pessoal.

Como os problemas do setor público brasileiro são gigantescos, e Minas não foge dessa regra, o choque de gestão local precisa continuar a ser aplicado com garra e disposição, e finalmente inspirar a adoção de experiências similares no país.

Raul Velloso é consultor econômico, especializado em análise macroeconômica e finanças públicas e PhD, Master of Philosophy e Master of Arts em economia pela Universidade de Yale.

Fonte:  Valor Econômico

Aécio Neves critica política de alianças que são feitas pela imposição

Em convenção tucana, Aécio critica alianças ‘à força’

EDUARDO KATTAH – Agência Estado

Insistindo na estratégia de vincular a candidatura adversária à ameaça de retrocesso, o PSDB de Minas Gerais realizou hoje sua convenção estadual para formalizar as candidaturas do governador Antonio Anastasia à reeleição e do ex-governador Aécio Neves ao Senado.

Durante o evento, realizado na Assembleia Legislativa do Estado, Aécio comemorou a ampla coligação em torno do candidato tucano e criticou as alianças feitas “à força” e “por imposição”, numa referência à coalizão entre PMDB e PT no Estado – que na próxima quarta-feira irá oficializar a chapa Hélio Costa/Patrus Ananias.

“Tudo que é imposto já nasce com um certo nível de rejeição”, afirmou o ex-governador, principal estrela da convenção, que lotou o plenário do Legislativo mineiro.

Aécio manteve o discurso triunfalista, afirmando que espera que Anastasia vença a eleição no primeiro turno. “Vou estar de mangas arregaçadas, caminhando por toda Minas Gerais para que nós possamos continuar avançando, impedindo que qualquer retrocesso tome conta do nosso Estado.”

Na mesma linha, Anastasia, durante seu discurso, conclamou os aliados a uma campanha para evitar que “Minas volte atrás”. “Aqueles que pretendem negar o que foi feito em Minas Gerais terão um trabalho muito árduo.”

Acompanhados do ex-presidente Itamar Franco (PPS), candidato ao Senado na chapa, Aécio e o governador chegaram ao local ao som da música “Amigo”, popular composição de Roberto Carlos e Erasmo Carlos.

Alianças

Além do PSDB, pelo menos outros 13 partidos (DEM, PPS, PP, PSB, PSC, PMN, PSL, PTB, PSDC, PRB, PDT, PTN e PT do B) integram a coligação.

Hoje, o PSB e o PRB – partidos que apoiam a presidenciável petista Dilma Rousseff no plano nacional – confirmaram a aliança majoritária com os tucanos no Estado.

O presidente do PRB-MG, Rogério Colombini, destacou que a legenda fechou com os tucanos no plano estadual, mas o vice-presidente José Alencar está liberado para “subir no palanque que quiser”. O PR também realizou convenção, mas, dividido entre o apoio a Costa e Anastasia, a definição deve ficar para a Executiva Nacional do partido.

Antonio Anastasia e Aécio Neves fortalecem base aliada e conseguem apoio do DEM, PPS, PSC e PDT em Minas

Maratona pelas alianças

Governador Antonio Anastasia e o ex-governador Aécio Neves percorreram em Belo Horizonte as convenções estaduais do DEM, PPS, PSC e PDT para confirmar e agradecer o apoio à chapa do PSDB

O PSDB de Minas Gerais conquistou ontem o apoio de quatro partidos – DEM, PPS, PSC e PDT – na corrida eleitoral deste ano. As principais lideranças dos tucanos no estado, entre elas o governador Antonio Augusto Anastasia e o ex-governador Aécio Neves, fizeram questão de agradecer pessoalmente as alianças percorrendo durante o dia os locais onde foram realizadas as convenções partidárias, em Belo Horizonte.

“Vemos uma unidade e aliança em torno do Anastasia. É uma aliança mais sólida que tive nas minhas duas eleições”, comemorou ontem Aécio Neves, durante a convenção do PPS, que aprovou a coligação formal em torno da reeleição de Anastasia e da chapa Aécio e Itamar para as duas vagas do Senado. Os socialistas defenderam ainda a indicação de Alberto Pinto Coelho para vice-governador.

Na proporcional, os socialistas apresentaram uma lista de 60 candidatos a deputado estadual e 35 a federal. A princípio, a legenda vai disputar sozinha as vagas do Legislativo, mas, segundo o presidente estadual do PPS, Paulo Elisiário, ainda há conversas com outros dois partidos que poderão resultar em uma coligação.

Os filiados ao PDT também optaram pela coligação com Anastasia, mas encontraram resistências dentro do próprio partido.

Sobre dissidências nas legendas aliadas, Aécio Neves foi enfático: “Todos os partidos são democráticos e deve ser respeitada a opinião da maioria. E o PDT e outros partidos aliados apoiam em sua maioria o Anastasia.”

Durante convenção realizada na manhã de ontem na Câmara Municipal de Belo Horizonte, os delegados do PSC transferiram à executiva estadual do partido a tarefa de manter as conversas, até quarta-feira, com os partidos aliados para definir como será o apoio à candidatura de Anastasia a governador. Ainda assim, aprovaram o nome do vereador Altair Gomes para o Senado

Fonte: Estado de Minas

Aécio Neves diz que apoio à Anastasia é maior do que o que foi obtido pelo PSDB em 2002 e 2006

Anastasia recebe os apoios formais do DEM, PPS e PSC

Alberto Pinto Coelho deve ser o vice da chapa tucana, mas DEM reivindica vaga

A anunciada aliança do PSDB para a eleição estadual começa a ser formalizada. Um dia antes da sua convenção estadual, em que serão confirmados os nomes de Antonio Anastasia como candidato ao governo do Estado e do ex-governador Aécio Neves para senador, o PSDB recebeu apoios oficiais de três partidos: PPS, DEM e PSC.

Os representantes do PPS se reuniram com os pré-candidatos tucanos durante a convenção estadual do partido, realizada ontem em Belo Horizonte, que confirmou o nome do ex-presidente Itamar Franco como candidato ao Senado. Entre os presentes estava o presidente da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, Alberto Pinto Coelho (PP), o mais cotado para preencher a vaga de vice na chapa de Anastasia. Ao ser formalizado o apoio, Aécio Neves brincou e disse que agora passa a se chamar “Aécio Anastasia Franco”.

Após a convenção do PPS, os tucanos seguiram direto para o encontro do DEM. Eles foram recebidos pelo presidente do partido em Minas, deputado Carlos Melles, e por líderes históricos da legenda – antigo PFL – como o ex-governador Francelino Pereira e o senador Eliseu Resende.
O ex-governador Aécio Neves comemorou os apoios recebidos. “Temos agora uma aliança ainda mais forte do que a que eu próprio tive nas minhas duas eleições”. O presidente do PSDB em Minas, deputado Nárcio Rodrigues, adiantou que na próxima quarta-feira, 30 de junho, o partido vai anunciar a chapa majoritária completa, com os nomes dos candidatos a vice-governador e dos suplentes no Senado.

Vice. Apesar do provável anúncio de Alberto Pinto Coelho como vice na chapa de Anastasia, o presidente do DEM mineiro, deputado Carlos Melles, ainda reivindica a vaga. “Pelo tamanho e representatividade do partido em Minas a vaga seria nossa”. No entanto, o deputado admite apoiar nomes de outra legenda. “Confio plenamente no ex-governador Aécio Neves e no bom senso que o partido terá na escolha desse nome. Certamente, o escolhido será alguém que vai representar bem nossos projetos e terá todo nosso apoio para vencer as eleições estaduais”, declarou.

Em sua convenção estadual, o PSC também confirmou apoio à chapa tucana. No encontro, o partido aproveitou para lançar o nome do vereador Autair Gomes para a disputa a uma vaga no Senado.

Fonte: O Tempo

PRB, partido de José Alencar, nega apoio a Hélio Costa e anuncia que candidato do partido é Antonio Anastasia para governador de Minas Gerais

Partido de José Alencar (PRB) confirma apoio a PSDB em Minas

O PRB mineiro anunciou no início da tarde o apoio formal à reeleição do governador Antonio Augusto Anastasia (PSDB) e coligação com o PSDB na disputa pelas cadeiras de deputado estadual e federal. A decisão foi tomada por unanimidade pelos oito integrantes da Executiva Estadual do PRB e comunicada aos filiados durante a convenção realizada neste domingo em Belo Horizonte. Na disputa presidencial, o PRB vai estar ao lado da petista Dilma Roussef – configurando em Minas Gerais o chamado voto “Dilmasia”.

Com a aliança com os tucanos, o PRB quer garantir a eleição de seus candidatos para a Câmara dos Deputados e Assembleia Legislativa. Há semanas a legenda vinha conversando com a direção da chapa PMDB-PT mas não entraram em acordo sobre uma aliança na chapa proporcional. A proposta foi então apresentada pelo PSDB.

“A nossa preocupação maior é com os candidatos a deputado federal e estadual. Se esperássemos mais, íamos ficar sem ninguém”, afirmou o presidente estadual do PRB, Rogério Colombini. A chapa do partido tem oito candidatos a deputado federal e 20 a estadual.

Com a decisão, o diretório mineiro está descumprindo orientação da direção nacional, que recomendou o apoio nos estados aos candidatos de partidos da base aliada do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O vice-presidente José Alencar participou, no sábado, da convenção nacional do PRB, ao lado do senador Hélio Costa (PMDB) e do ex-ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Patrus Ananias (PT), que integram a chapa aliada em Minas como candidatos a governador e vice-governador.

Colombini evitou comentar a posição do vice-presidente e maior estrela do partido dele. “Ele vai decidir o que fazer. Não vou cobrar nada do vice e respeito a decisão dele. Nós não temos que discutir a questão José Alencar.”

Fonte: Isabella Souto – Estado de Minas