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Costurando Sonhos da Escola de Design da UEMG vai capacitar artesãs costureiras

Formar profissionais na área da moda, bem como atualizar e propiciar o conhecimento de todos os aspectos que abrangem o empreendimento, por meio do design, abrange o projeto Costurando Sonhos da Escola de Design da Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG), em parceria com o Centro Minas Design (CMD) e ONG AFFAS, que vai capacitar 12 artesãs costureiras, durante oito meses, no bairro General Carneiro, em Sabará.

As atividades a serem realizadas incluem abordagens da moda como linguagem, conceitos, comunicação, definição de linhas e estilos, criação e design de roupas, acessórios e, por fim, um desfile com a coleção desenvolvida. O projeto vai oferecer uma troca de saberes, já que vai contar com acadêmicos e estudantes de design, que vão trabalhar com o uma visão do popular junto com as artesãs.

Para a designer do CMD, Mônica Bicalho, o mais importante desta ação é oportunizar a profissionalização dessas costureiras no setor de moda. “O conhecimento da atuação do design, a melhoria do processo de confecção, devido a uma metodologia bem aplicada vai prepará-las para o mercado, gerando produtos inovadores que vão gerar melhor renda e qualidade de vida”, disse.

Para a coordenadora do projeto da UEMG, Heloísa Santos, o interessante para essas artesãs é que elas construam uma cooperativa, que já se iniciou, e consigam manter no mercado. “O design é uma das ferramentas de todo o processo, que vai possibilitar abrir os horizontes com questões de forma, cor, estrutura, entre outros. A metodologia vai ajudá-las a ter uma noção de como melhorar seu produto”, afirmou.

O projeto será dividido em diversas etapas como diagnóstico do grupo, oficinas e palestras abordando temas referentes ao universo da moda, processos criativos, valorização cultural, monitoria e orientação no desenvolvimento de coleção, acompanhamento da confecção de peças para apresentação em desfile de lançamento. A coleção a ser desenvolvida consiste de roupas infantis, do vestuário feminino e peças de cama e mesa. No projeto anterior produziu-se 34 looks que foram mostrados em um grande desfile.

A Escola de Design da UEMG, por meio do Núcleo de Design e Responsabilidade Social, tem buscado desenvolver ações, programas e projetos capazes de modificar a realidade social de comunidades carentes.

Anastasia dá posse ao novo secretário de Fazenda de Minas

O governadorAntonio Anastasia deu posse, nesta segunda-feira (17), no Palácio Tiradentes, na Cidade Administrativa Presidente Tancredo Neves, ao novo secretário de Estado de Fazenda, Leonardo Colombini, e ao secretário-adjunto, Pedro Meneguetti. O novo secretário já integrava a equipe como secretário-adjunto e substitui Simão Cirineu, que deixou o cargo por questões pessoais e se mantém na equipe como assessor especial do Governo.

Em seu pronunciamento, o governador Antonio Anastasia disse que mesmo com a mudança, o importante é a manutenção da equipe coesa na condução dos trabalhos.

“É uma continuidade. A linha não está sendo e não foi rompida em nenhum momento. A equipe se mantém integrada, harmônica, coesa e nós todos sabemos da responsabilidade da questão que é o tema fazendário. Toda esta equipe está integrada e o segredo é a equipe. A harmonia da equipe é a integração”, disse o governador.

Segundo Colombini, a mesma equipe que atua na Secretaria de Estado de Fazenda (SEF) há sete anos vai continuar engajada nos programas do governo e tentar melhorar as metas estabelecidas para este ano. O trabalho envolve também a parceria com outras secretarias de Estado e na busca de cumprir todo o Orçamento e investimentos aprovados para este ano.

“A equipe da Fazenda estava aqui presente e essa equipe será mantida. A Fazenda não muda, a política é a mesma. Estamos engajados no programa do governo. A Fazenda está no seu rumo, tem as suas metas, e vamos mantê-las. Vamos buscar, logicamente, sempre melhorar, mas vamos manter o padrão e a parceria que a Fazenda mantém hoje com todo o Estado, com todas as secretarias”, afirmou.

Crescimento

O secretário Leonardo Colombini assume otimista com o crescimento da receita do Estado, que deve ser maior do que a média nacional. Segundo ele, a previsão do governo federal é de um crescimento de 6% da economia brasileira neste ano e a mineira, de 7%.

“Normalmente, quando a economia recupera, Minas cresce mais um pouquinho que o Brasil. Isso sempre ocorreu até 2008. Mas também quando houve a queda, Minas foi onde a economia caiu mais. Então, a economia de Minas é muito vinculada ao crescimento do país. O governo federal fala em 6%, e nós já estamos trabalhando aqui com 7%. E isso com certeza vai gerar mais recursos para o Estado”, analisou o novo secretário.

Biografia

Natural de Ressaquinha, no Campo das Vertentes, Leonardo Maurício Colombini Lima é bacharel em Ciências Contábeis. Trabalha no Governo de Minas desde 2003, quando exerceu as funções de assessor especial da Secretaria de Estado de Fazenda, subsecretário do Tesouro Estadual e secretário-adjunto da SEF.  Atuou também nos Conselhos de Administração da Minas Gerais Participações (MGI) e da Companhia de Gás de Minas Gerais (Gasmig).

No governo federal foi assessor especial do ministro-chefe da Casa Civil da Presidência da República. Servidor de carreira do Banco Central, exerceu, dentre outros cargos, o de auditor-chefe de Divisão, chefe-adjunto do Departamento de Administração Financeira, delegado-adjunto e delegado Regional do Banco Central em Minas Gerais. Foi ainda presidente do Conselho Fiscal da Fundação Banco Central de Previdência.

Na iniciativa privada, foi consultor nas áreas financeira, administrativa e contábil de diversas empresas de Minas Gerais, como a Siderúrgica Belgo-Mineira, hoje Arcelor-Mittal, e também em empresas de Goiás e Distrito Federal.

Governo Anastasia: Fapemig desenvolve novo tipo de implante ortopédico para cães que promete mais eficácia

A fratura de um osso é uma experiência difícil para os animais de estimação. Além da perda temporária de movimentos e da dor provocada, que deixa o animal inquieto, o processo de recuperação é mais delicado. Dependendo da lesão, o cão ou gato deve passar por uma cirurgia para a fixação óssea do local afetado, uma técnica em que o osso é imobilizado com algum tipo de material para que ele se reconstrua.

Geralmente, usa-se nas operações um pino dentro do osso ou uma placa para proporcionar maior estabilidade ou algo como uma tala que envolve a pata e imobiliza a área lesionada. Com o objetivo de tornar a recuperação mais eficaz, professores do Departamento de Medicina Veterinária da Universidade Federal de Lavras (Ufla) criaram um novo método de implante ortopédico para tratar fraturas em ossos longos de cães: o fêmur e a tíbia, localizados nas patas traseiras, e o úmero, nas dianteiras.

A técnica foi desenvolvida, com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig), por uma equipe composta por dois professores do Departamento, um aluno de graduação e uma de pós-graduação, liderados pelo professor Leonardo Muzzi. O grupo, dedicado à clínica cirúrgica animal, já realizou outros estudos nas áreas de ortopedia e de cirurgia de tecidos moles, mas é o seu primeiro trabalho com o tema fixação de fraturas. O novo método consiste na combinação entre duas modalidades de fixação óssea, em que uma haste de aço cirúrgico é colocada dentro do osso e uma placa ortopédica é colocada acima dele, ambas ligadas entre si por parafusos ortopédicos.

O objetivo do estudo foi desenvolver um sistema de fixação óssea que desse maior estabilidade às fraturas mais fragmentadas, com ossos que se partem em pedaços menores, especialmente aquelas que ocorrem no corpo de ossos longos. Segundo Muzzi, o sistema, que ganhou o nome Plate-Nail por associar as técnicas da haste bloqueada e da placa óssea, tem melhor desempenho na recuperação porque sua rigidez impede a movimentação prematura das partes do osso. Quando ocorre a fratura, explica o professor, o osso fica sujeito à ação de várias forças – de compressão, rotação, angulação (encurvamento) e de afastamento entre as partes (cisalhamento) -, o que pode dificultar a sua recuperação. O novo sistema neutraliza de forma eficaz essas forças que prejudicam o processo de reparação do osso.

Por essa característica, o método é indicado especialmente para casos em que a lesão é mais complexa, quando há ossos que podem se quebrar em mais de um local ou mesmo caso de perda óssea. “A rigidez proporcionada pelo sistema favorece a junção dos fragmentos do osso”, explica o veterinário. Após o tempo de recuperação, que varia conforme a lesão e as condições de saúde do animal, o material pode ser retirado ou mesmo continuar no corpo do animal, já que o aço cirúrgico é inerte. Também por causa dessa propriedade, o risco de rejeição é teoricamente nulo.

Resultados

O método está sendo desenvolvido desde 2007 e, de acordo com Leonardo Muzzi, tem apresentado bons resultados tanto nos testes com máquinas quanto com animais. Os primeiros experimentos foram baseados em ensaios biomecânicos, com aparelhos que simulavam as condições de implantes nos cães. Mais tarde, foram realizados testes em cadáveres e, depois, em animais vivos que sofreram algum tipo de fratura, em sua maioria vítimas de atropelamentos por carros, e que foram levados ao Hospital Veterinário da Universidade para tratamento.

Apenas no hospital da Ufla são feitas, em média, quatro operações por semana de fraturas em animais de pequeno porte, como cães e gatos, além de outros casos de problemas ortopédicos. “Ainda estamos fazendo testes biomecânicos e coletando dados para comparação com outras técnicas, mas o desempenho tem sido ótimo”, avalia o pesquisador. Também há previsão de que, ainda neste ano, a técnica seja testada em outras espécies como cavalos ou mesmo em humanos, mas isso depende de algumas modificações nos implantes.

Por se tratar de um método inédito, a Universidade depositou um pedido de patente no ano passado no Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (Inpi). Segundo o professor, o método está sendo comercializado, desde o ano passado, por uma empresa que produz as hastes para estabilizar os ossos. “O custo é um pouco mais elevado se comparado às técnicas comumente utilizadas, mas o ganho em eficácia é grande”, diz.

A fratura de um osso é uma experiência difícil para os animais de estimação. Além da perda temporária de movimentos e da dor provocada, que deixa o animal inquieto, o processo de recuperação é mais delicado. Dependendo da lesão, o cão ou gato deve passar por uma cirurgia para a fixação óssea do local afetado, uma técnica em que o osso é imobilizado com algum tipo de material para que ele se reconstrua.

Geralmente, usa-se nas operações um pino dentro do osso ou uma placa para proporcionar maior estabilidade ou algo como uma tala que envolve a pata e imobiliza a área lesionada. Com o objetivo de tornar a recuperação mais eficaz, professores do Departamento de Medicina Veterinária da Universidade Federal de Lavras (Ufla) criaram um novo método de implante ortopédico para tratar fraturas em ossos longos de cães: o fêmur e a tíbia, localizados nas patas traseiras, e o úmero, nas dianteiras.

A técnica foi desenvolvida, com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig), por uma equipe composta por dois professores do Departamento, um aluno de graduação e uma de pós-graduação, liderados pelo professor Leonardo Muzzi. O grupo, dedicado à clínica cirúrgica animal, já realizou outros estudos nas áreas de ortopedia e de cirurgia de tecidos moles, mas é o seu primeiro trabalho com o tema fixação de fraturas. O novo método consiste na combinação entre duas modalidades de fixação óssea, em que uma haste de aço cirúrgico é colocada dentro do osso e uma placa ortopédica é colocada acima dele, ambas ligadas entre si por parafusos ortopédicos.

O objetivo do estudo foi desenvolver um sistema de fixação óssea que desse maior estabilidade às fraturas mais fragmentadas, com ossos que se partem em pedaços menores, especialmente aquelas que ocorrem no corpo de ossos longos. Segundo Muzzi, o sistema, que ganhou o nome Plate-Nail por associar as técnicas da haste bloqueada e da placa óssea, tem melhor desempenho na recuperação porque sua rigidez impede a movimentação prematura das partes do osso. Quando ocorre a fratura, explica o professor, o osso fica sujeito à ação de várias forças – de compressão, rotação, angulação (encurvamento) e de afastamento entre as partes (cisalhamento) -, o que pode dificultar a sua recuperação. O novo sistema neutraliza de forma eficaz essas forças que prejudicam o processo de reparação do osso.

Por essa característica, o método é indicado especialmente para casos em que a lesão é mais complexa, quando há ossos que podem se quebrar em mais de um local ou mesmo caso de perda óssea. “A rigidez proporcionada pelo sistema favorece a junção dos fragmentos do osso”, explica o veterinário. Após o tempo de recuperação, que varia conforme a lesão e as condições de saúde do animal, o material pode ser retirado ou mesmo continuar no corpo do animal, já que o aço cirúrgico é inerte. Também por causa dessa propriedade, o risco de rejeição é teoricamente nulo.

Resultados

O método está sendo desenvolvido desde 2007 e, de acordo com Leonardo Muzzi, tem apresentado bons resultados tanto nos testes com máquinas quanto com animais. Os primeiros experimentos foram baseados em ensaios biomecânicos, com aparelhos que simulavam as condições de implantes nos cães. Mais tarde, foram realizados testes em cadáveres e, depois, em animais vivos que sofreram algum tipo de fratura, em sua maioria vítimas de atropelamentos por carros, e que foram levados ao Hospital Veterinário da Universidade para tratamento.

Apenas no hospital da Ufla são feitas, em média, quatro operações por semana de fraturas em animais de pequeno porte, como cães e gatos, além de outros casos de problemas ortopédicos. “Ainda estamos fazendo testes biomecânicos e coletando dados para comparação com outras técnicas, mas o desempenho tem sido ótimo”, avalia o pesquisador. Também há previsão de que, ainda neste ano, a técnica seja testada em outras espécies como cavalos ou mesmo em humanos, mas isso depende de algumas modificações nos implantes.

Por se tratar de um método inédito, a Universidade depositou um pedido de patente no ano passado no Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (Inpi). Segundo o professor, o método está sendo comercializado, desde o ano passado, por uma empresa que produz as hastes para estabilizar os ossos. “O custo é um pouco mais elevado se comparado às técnicas comumente utilizadas, mas o ganho em eficácia é grande”, diz.