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Governo Antonio Anastasia divulga ações sobre o ambiente em Minas para a inovação

O ambiente de inovação em Minas Gerais foi tema da palestra do secretário de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Alberto Duque Portugal, durante o Café Parlamentar da ACMinas, nesta terça-feira (11), em Belo Horizonte. Cerca de 100 pessoas compareceram à sede da associação para conhecer um pouco do trabalho coordenado pelo Governo Antonio Anastasia com a parceria da iniciativa privada, universidades e centros de pesquisa.

Para o presidente da Associação Comercial de Minas Gerais, Charles Lotfi, o avanço da inovação no estado é evidente graças aos esforços iniciados no Governo Aécio Neves  na dotação de recursos para investimentos na área. Ele reconheceu os programas liderados pela Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Sectes) e as parcerias como fundamentais para o crescimento da inovação nos diversos segmentos econômicos presentes no estado.

O secretário Alberto Portugal colocou a parceria como o ponto mais relevante no desempenho do Sistema Mineiro de Inovação (Simi), que recentemente despertou o interesse dos Estados Unidos, dentro da proposta de formação de clusters para o futuro. Ele ressaltou o aumento expressivo dos investimentos, principalmente com aFundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig) recebendo o volume integral dos recursos definidos na Constituição do Estado. A partir daí, uma série de projetos focados na inovação puderam ser colocados em prática, inclusive nas empresas, por meio de editais induzidos.

Portugal observou que é preciso continuar apoiando a formação de mestres e doutores para aumentar a massa crítica em todas as regiões do Estado, sobretudo no Norte e Nordeste de Minas, onde estão sendo implantados os polos de inovação que visam transformações socioeconômicas. A consolidação da liderança mineira em áreas como café, leite, mineração e metalurgia e genética bovina, está sendo trabalhada nos polos de excelência. Os parques tecnológicos de Belo Horizonte, Itajubá e Viçosa estão em fase adiantada, recebendo recursos dos governos estadual, federal e dos municípios. Outras iniciativas dessa natureza, para atrair empresas de alto conteúdo tecnológico, também estão em andamento em Lavras, Juiz de Fora e Uberaba.

O secretário ressaltou o apoio efetivo do Governo de Minas às 19 incubadoras de empresas, aos Programas de Incentivo à Inovação (PIIs), aos Arranjos Produtivos Locais e aos Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCTs), entre outras iniciativas que estão transformando e dando a Minas Gerais um ritmo mais acelerado ao processo de inovação.

Contudo, Portugal reconheceu junto ao empresariado e a outros secretários de Estado presentes, que a inovação não deve ser política de curto prazo. “Não se transforma em estado inovador da noite para o dia. É preciso que haja uma política estratégica e permanente de inovação”, acrescentou. Para ele, o Estado reconheceu essa necessidade e conseguiu as parcerias necessárias para fazer da inovação uma estratégia efetiva de desenvolvimento.

Governo Antonio Anastasia assina protocolo para instalação de fábrica de tecnologia cardiovascular

O conhecimento em biotecnologia que vem sendo construído em Minas Gerais chamou atenção da St. Jude Medical Brasil Ltda. que irá instalar em Belo Horizonte uma unidade industrial destinada à produção de Válvula Biológica Porcina. Conforme protocolo assinado nesta terça-feira (11) pelo Governo Antonio Anastasia, por intermédio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sede), e a empresa, o projeto demandará investimentos de R$ 36,4 milhões.

“Com esse empreendimento, Minas Gerais que possui tradição em setores como mineração, comprova sua atratividade também para a indústria de alta tecnologia e valor agregado”, disse o secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Sergio Barroso.

Em julho próximo, a construção da infraestrutura deve ser finalizada e terá início o período de testes e certificações, com conclusão prevista para dezembro de 2010. Já em 2011, a perspectiva é que sejam produzidas 60 mil unidades. No primeiro ano de operação a partir do término do projeto, o faturamento deve ser da ordem de R$ 60 milhões, chegando aos R$ 75 milhões no ano seguinte. Essa cifra deve totalizar R$ 85 milhões do terceiro ano em diante.

“Concentraremos no país a fabricação do nosso produto de maior complexidade, que atualmente é comercializado em mais de 130 nações. A empresa já tinha interesse em investir no Brasil, que conta com matéria-prima abundante, e Minas Gerais mostrou ser uma boa opção devido à sua expertise”, explica Murilo Alberto Franco, da St. Jude Medical Brasil.

Segundo ele, a escolha da localização da planta foi influenciada pela proximidade ao Parque Tecnológico de Belo Horizonte (BH-TEC), polo de conhecimento que acaba por funcionar como um chamariz para novas empresas da área de pesquisa e desenvolvimento, e do Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins, facilitando a logística e distribuição. “Outro diferencial que reforçou a decisão foi a disponibilidade do Governo do Estado para manter um diálogo com a iniciativa privada”, acrescenta.

O projeto deverá gerar 300 empregos diretos. Para captar e reter talentos locais na área de biotecnologia, a empresa oferece aos profissionais contratados a oportunidade de participar de um programa de qualificação e troca de experiências em suas unidades fora do país.

Ele destaca as potencialidades da nova unidade para receber soluções inovadoras. “Uma nova tecnologia, que não exigirá intervenção cirúrgica muito invasiva, vem sendo desenvolvida na matriz da St. Jude Medical. Acredito que, futuramente, esse conhecimento pode ser transferido para Minas Gerais, como já estamos fazendo com um recente lançamento da empresa”.

Histórico

A St. Jude Medical é uma multinacional com faturamento de U$ 4 bilhões que atua no setor de dispositivos cardiovasculares, com sede na cidade de St. Paul, Minessota, nos EUA. Com aproximadamente 12 mil profissionais, a organização possui 23 unidades industriais nos 130 países onde está presente.

No Brasil, a organização desenvolve tecnologias para o tratamento de pacientes com doenças cardiovasculares e vasculares periféricas. Atualmente, a empresa possui uma unidade industrial em Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH).

Indústria mineira registra crescimento no primeiro trimestre acima da média nacional

A indústria mineira cresceu nos três primeiros meses do ano a uma taxa média de 2,3%, enquanto a média nacional foi de 1,8%. Comparando março a fevereiro, houve um crescimento dessazonalizado de 2,8%. Os dados estão na Pesquisa Industrial Mensal, do IBGE, com análise do Centro de Estatística e Informações (CEI) da Fundação João Pinheiro (FJP) e já podem ser consultados no sitewww.fjp.mg.gov.br.

O resultado confirma a corrente recuperação do setor industrial, que apresentou brusca queda no final de 2008.  “A produção física da indústria brasileira já se encontra no nível observado em setembro daquele ano. A produção no estado ainda se encontra em nível inferior (-3,4%), mas, se mantiver o ritmo de crescimento dessazonalizado observado nesses três primeiros meses, a indústria mineira alcançará o nível pré-crise em maio de 2010”, destacou o coordenador da Pesquisa pelo CEI, Pedro Henrique Silva Castro.

Comparando março de 2010 a março de 2009, houve alta de 19,7% para o país. Nesse período, a indústria mineira registrou crescimento de 22,4%.

Setores e atividades

Em março, comparando com o mesmo mês do ano anterior, Minas Gerais apresentou crescimento de 56,4% para a indústria extrativa e de 18,2% para a indústria de transformação. “A alta expressiva deve-se à fraca base de comparação e à recuperação da produção ao longo de 2009. Como a redução na produção, por conta da crise, foi maior na indústria extrativa, a taxa agora apresentada é naturalmente mais alta. Na comparação com março de 2008, antes da crise, portanto, a indústria extrativa mostra queda de 7,5% e a indústria de transformação mostra alta de 2,6%”, explicou Pedro Henrique.

Ainda comparando com o mesmo mês do ano anterior, nove das 12 atividades da indústria de transformação de Minas Gerais registraram crescimento na produção, com exceções para as atividades fumo (-9,1%), produtos de metal – exclusive máquinas e equipamentos (-1,7%) e celulose, papel e produtos de papel (-1,4%). Na comparação a março de 2008, apenas três setores apresentaram retração: têxtil (-1,2%), metalurgia básica (-7,9%) e produtos de metal – exclusive máquinas e equipamentos (-30,4%).

A metalurgia básica foi a atividade que mais contribuiu para a formação da taxa geral, registrando 40,0%. Tal desempenho ocorreu porque é uma atividade com maior peso relativo quanto ao crescimento expressivo observado em março, que foi de 44,2%, na comparação com o mesmo mês do ano anterior. “A atividade ainda está longe do nível de produção pré-crise. A comparação com março de 2008, por exemplo, mostra retração de 7,9%”, observou Pedro Henrique.

O maior crescimento ficou por conta da produção de máquinas e equipamentos (68,1%). Comparando com março de 2008 a alta foi de 18,3%.

Ipem Minas inaugura primeira sala de Telecentro que será utilizada na capacitação profizzional

Foi inaugurada nessa segunda-feira (10) a primeira sala de Telecentro do Instituto de Pesos e Medidas do Estado de Minas Gerais (Ipem/MG), na sede do Instituto, em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH). No mesmo dia aconteceu também a aula inaugural do Curso de Formação de Agentes Metrológicos, com 22 a participação de 22 servidores da sede e regionais, que será realizado até o dia 16 de agosto. No primeiro dia, os alunos tiveram acesso ao Ambiente Virtual de Aprendizagem e ao material didático. As aulas acontecem sempre às sextas-feiras, das 13h às 17h.

Segundo o diretor-geral do Ipem/MG, Tadeu Mendonça, a instalação do Telecentro atende orientação do Inmetro que visa criar, nos órgãos delegados, a cultura da formação continuada, possibilitando a atualização constante das equipes de fiscalização e de outros setores, nas áreas da Metrologia e Qualidade. O Inmetro já instalou 34 Telecentros em todo o país e está montando outras 21 unidades voltadas para a capacitação pelo sistema ensino à distância.

Presente à solenidade, o diretor de Planejamento, Gestão e Finanças do Instituto, Firmino Santiago Vieira, anunciou que até outubro o Instituto ganhará mais uma sala de Telecentro, o que depende ainda de aprovação e estudos de engenharia do Inmetro.

Já a diretora central de Gestão do Desenvolvimento do Servidor da Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag), Maria Angélica Azevedo Gama, parabenizou o Ipem pela iniciativa e destacou que a capacitação através do ensino à distância representa um ganho para os próprios servidores, “que não precisam se deslocar para receber os treinamentos”. Destacou ainda que essa é uma forma de otimizar recursos e que a sala de Telecentro deverá servir de referência para outras instituições implantarem o mesmo modelo.

No caso do Ipem/MG, foram investidos R$ 28 mil na reforma da sala de telecentro, que está equipada com dez computadores, impressora, câmara de vídeo e funcionará através do sistema de videoconferência.

TJ de Minas mantém ilegalidade da greve dos professores e categoria tem 48 horas para retornar ao trabalho

Greve na educação: mantida ilegalidade

Fonte: Ascom TJMG

Em julgamento de um agravo hoje, dia 11 de maio, os desembargadores Wander Marotta, André Leite Praça e Alvim Soares, da 7ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), negaram o pedido de reconsideração e de revogação da liminar que considerou ilegal a greve dos professores da rede estadual de educação. A liminar, requerida pelo governo do Estado, foi concedida na terça-feira da semana passada, dia 4 de maio, e determinou que os professores tinham 48 horas para retomar as atividades, sob pena de pagamento de multa no valor de R$ 10 mil por dia de descumprimento, limitada a R$ 500 mil.

No recurso julgado hoje, o Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sindute/MG) alegou que a greve iniciada no dia 8 de abril foi aprovada em assembleia da categoria e tem o objetivo de fazer com que seja cumprida, em Minas Gerais, a Lei Federal do Piso Salarial Nacional da Educação. O Sindicato informou ainda que o início da greve foi informado ao governador com antecedência e com a observância das exigências feitas para a paralisação.

Em suas alegações, o Sindicato afirmou que o fato de a educação constituir um direito fundamental não a torna serviço essencial a ser prestado com exclusividade pelo Estado, “razão pela qual não há que se cogitar a garantia de prestação mínima dos serviços de educação”. O Sindicato afirmou ainda que o serviço de educação não pode ser prestado de forma fracionada e que a greve é legal.

O relator do processo, desembargador Wander Marotta, que foi o magistrado que deferiu a liminar na semana passada, afirmou que não via motivo para reformar a decisão, no que foi acompanhado pelos outros dois magistrados que participaram do julgamento. “Embora seja a greve um direito fundamental de todo trabalhador, não pode ser exercido de forma a causar prejuízo a toda a coletividade”, justificou o relator.

No entendimento do magistrado, admitir a interrupção do serviço de educação “vai contra a garantia constitucional do ensino público regular e coloca em risco a qualidade da educação, podendo acarretar prejuízos irreparáveis ao interesse do Estado e da sociedade”. Wander Marotta destacou que essa conclusão “não implica julgamento dos vencimentos pagos aos professores, nem juízo de valor acerca da justiça ou injustiça da greve, senão que se condiciona ao aspecto de sua exclusiva legalidade e da necessidade simultânea do atendimento ao direito dos alunos”.

Os desembargadores entenderam também que o sindicato não informou sobre o início da greve com as 72 horas mínimas de antecedência, conforme previsto em lei.

Link da matéria: http://www.tjmg.jus.br/anexos/nt/noticia.jsp?codigoNoticia=18116