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Choque de Gestão: Hélio Costa não gosta, mas o Banco Mundial e a ONU aprovam ações de Aécio Neves e Anastasia

Choque de Gestão: Hélio Costa não gosta, mas o Banco Mundial e a ONU aprovam

O candidato ao Governo de Minas, Hélio Costa, questionou hoje a existência do Choque de Gestão, marca das administrações de Aécio Neves e Antonio Anastasia e o principal programa de renovação da gestão pública em curso nos últimos oito anos no Brasil. Hélio Costa diz que não existe, mas o Banco Mundial conhece muito bem, aplaude e recomenda o modelo adotado em Minas. Também o Pnud, um dos principais organismos internacionais de combate à pobreza, ligado à ONU, atesta os benefícios do Choque de Gestão. Confira a seguir alguns desses depoimentos.

Vinod Thomas (Diretor do Banco Mundial, novembro de 2004)

“Quero enfatizar que ir de um déficit de R$ 2,4 bilhões para uma situação de equilíbrio de contas é um dos melhores resultados já conseguidos por um Estado ou mesmo um país em todo o mundo. Mas o ajuste mineiro vai além. É que um ajuste fiscal, por si só, não é suficiente para melhorar a qualidade de vida da população. Em Minas Gerais, no entanto, ele veio acompanhado por investimentos que vão melhorar a qualidade de vida, pois foram priorizados a infraestrutura, a cultura e o meio ambiente. Além disso, o Estado ainda conseguiu acrescentar um ano a mais na grade curricular do ensino básico. Trata-se de um ajuste com crescimento. Pelo seu enfoque social, este é um bom exemplo de ajuste para outros países e Estados. Por isso, estamos apoiando o governo de Minas, com o qual o Banco Mundial se relaciona desde 1952. Já retomamos as negociações, que estão bem avançadas, para um empréstimo de US$ 170 milhões. Esse empréstimo, dentro do programa parceria para o desenvolvimento, apoia todos os aspectos que mencionei e vai permitir a consolidação dos avanços conseguidos.”

John Briscoe (Diretor do Banco Mundial, trecho extraído de artigo publicado na Gazeta Mercantil, em 26/08/2008)

“Minas Gerais é hoje uma referência no país por trazer para o centro do debate político o tema da gestão pública associada à qualidade fiscal, à inovação na administração pública e ao uso de instrumentos de monitoramento e avaliação de impacto. No entanto, há seis anos, o cenário era adverso. Em 2002, Minas Gerais era um dos sete Estados brasileiros que não havia respeitado os indicadores da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) e possuía uma dívida consolidada e um gasto com pessoal que consumiam, respectivamente, 275% e 66% da receita corrente líquida do Estado. Eleito naquele ano, o governador Aécio Neves firmou o propósito de colocar o Estado de volta no caminho do crescimento e da sustentabilidade por meio do plano mineiro de desenvolvimento integrado, ou simplesmente programa Choque de Gestão.”

“Chamado a participar da primeira geração do Choque de Gestão, o Banco Mundial atendeu ao pedido do governo mineiro com um empréstimo para políticas de desenvolvimento de US$ 170 milhões, que visava apoiar a estabilidade fiscal, a reforma do setor público e o aprimoramento do setor privado. Iniciava-se aí uma parceria resoluta entre Minas Gerais e o Banco Mundial. Os resultados da primeira fase de reformas foram cruciais para levar adiante a economia mineira, atraindo investimentos privados, melhorando a qualidade dos serviços públicos prestados à população e criando um ambiente político estável, que resultou na reeleição de Aécio Neves.”

“Melhorar a qualidade dos gastos públicos é um dos principais desafios da política de desenvolvimento do Brasil. A experiência de Minas de como lidar com os fundamentos e entraves do setor público soma-se ao muito que vem sendo feito pelo governo federal em termos do fortalecimento do enquadramento fiscal e macroeconômico nacional. São importantes exemplos práticos para esforços similares em outros Estados e mesmo países, independentemente de matizes partidários e ideológicos.”

Francisco Gaetani (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, Pnud, extraído do livro “O Choque de Gestão em Minas Gerais”, Editora UFMG, 2006)

“Quando o Choque de Gestão foi anunciado pelo governador no início de seu mandato, não foram poucos aqueles que reconheceram a força da retórica, mas que duvidavam da efetiva transformação da temática em prioridade de governo. Afinal de contas, gestão não se transforma apenas com choques, mas com ação contínua, com senso de propósito e com alto grau de coordenação e seletividade. Sabia-se também que, em função da situação das finanças públicas estaduais, o governo teria pela frente uma gigantesca tarefa saneadora.”

“Transcorridos menos de quatro anos de governo, o cenário mineiro de 2006 é promissor como há muito tempo não se via. Liderado por uma equipe jovem, talentosa e capaz de articular significativa experiência executiva, sólida formação acadêmica e grande sensibilidade política, o governo estadual apresenta resultados expressivos em quase todas as áreas de atuação.”

“O Choque de Gestão em Minas Gerais é um vibrante registro do processo de reformas em curso e revela o esforço do governo apoiado por lideranças políticas, dirigentes governamentais, quadros do Estado, consultores e lideranças empreendedoras – que não é objeto de atenção da mídia, e representa importante contribuição para a contínua modernização do setor público, de modo que tenhamos cada vez mais um Estado melhor, capaz de servir à sociedade de forma mais eficiente, efetiva e transparente.”

Copa 2014: Antonio Anastasia manteve encontro com equipe técnica da Fifa

O governadorAntonio Anastasia recebeu, nesta segunda-feira (10), no Palácio Tiradentes, na Cidade Administrativa Presidente Tancredo Neves, a equipe técnica da FIFA, que está em Belo Horizonte para vistoriar as obras de modernização do Estádio Governador Magalhães Pinto(Mineirão), com vistas à realização da Copa do Mundo de 2014.

A equipe chefiada por Carlos de La Corte, consultor técnico da FIFA, também se reuniu com o presidente do Comitê Executivo do Núcleo Gestor das Copas, Tadeu Barreto, e com representantes das empresas de arquitetura responsáveis pelo projeto técnico da obra de modernização do Mineirão.

Governo Anastasia: Design e cultura são temas de projeto aprovado em edital Fapemig

A proposta de pesquisa de uma equipe do Centro de Estudos de Teoria, Cultura e Pesquisa em Design da Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG) foi selecionada no primeiro edital para investimento em pesquisas inovadoras de produtos de linha branca em Minas Gerais – uma parceria da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig), órgão do Governo Anastasia,  e da Whirpool Latin America, líder no mercado de eletrodomésticos. O grupo receberá R$ 91 mil para colocar em prática o projeto de criação de produtos de linha branca com características culturais brasileiras.

O resultado do 1º edital foi divulgado nessa sexta-feira (7). Os recursos serão liberados a partir da assinatura de um Termo de Outorga. O Centro de Estudos de Teoria, Cultura e Pesquisa em Design da UEMG tem como objetivo identificar e simplificar os significados presentes no design, que impactam tanto na indústria quanto no mercado.

O projeto apresentado pelo grupo se propõe a investigar a possibilidade de criar produtos de linha branca que mantenham as características culturais de cada país e se tornem mais competitivos. “A pergunta é: os produtos devem ser iguais em todos os países? Sem características locais, eles ficam massificados. O nosso objetivo é desenvolver produtos cuja tipologia de uso respeite a cultura de cada região”, explica o coordenador do trabalho, professor Dijon de Moraes Junior.

Ao todo foram recebidas seis propostas de diferentes instituições de ensino. A primeira edição foi aberta a pesquisadores ligados a universidades e centros de pesquisa nas diversas regiões de Minas para projetos de pesquisa e inovação científica e tecnológica. As áreas priorizadas foram as de design de interação, semiótica aplicada ao design, ergonomia, soluções eletroeletrônicas, entre outras, todas relacionadas à produção de linha branca, que inclui refrigeradores, freezeres, fogões, lavadoras, secadoras, fornos, coifas, climatizadores, condicionadores e depuradores de ar.

“Além da promoção do potencial intelectual local, essa parceria é uma ótima oportunidade para que os pesquisadores consigam representatividade. Para a Whirlpool é, também, uma maneira bastante eficiente de praticar a inovação, nesse caso aberta, e, principalmente, de conhecer e reter talentos”, afirma o gerente de Relações Institucionais em Tecnologia da Whirlpool Latin America, Guilherme M. Lima.

O presidente da Fapemig, Mario Neto Borges, destaca a importância da iniciativa, que une governo e setor privado em prol da inovação. Ele adianta que já existem negociações para um novo edital na área e acredita que a demanda será maior nas próximas edições. “Nesse tipo de edital, as empresas definem características muito típicas do setor empresarial e a maioria dos pesquisadores está acostumada ao setor acadêmico. Muitas vezes, eles têm boas propostas, mas que precisam ser adequadas à realidade empresarial”, explica Borges.

Parceria

Líder no mercado de eletrodomésticos, a Whirlpool Latin America – que atua no Brasil com as marcas Brastemp, Consul e KitchenAid, fechou, em outubro de 2009, um termo de cooperação técnico financeiro no valor de R$ 10 milhões com o Estado de Minas Gerais, por meio da Fapemig. O objetivo é investir recursos e esforços na interação com agências de incentivo, universidades e centros de pesquisa para busca de soluções tecnológicas e de inovação, que aumentem a competitividade dos produtos, e gerem renda e desenvolvimento ao Estado e ao país. A parceria tem duração inicial de 5 anos, com possibilidade de ser prorrogada e ampliada.

Além de gerar conhecimento, o acordo tem a missão de beneficiar universidades, Estado, empresa e a sociedade de uma forma geral, que terá ao seu alcance produtos e soluções tecnológicas capazes de facilitar seu dia a dia. A iniciativa é voltada a pesquisadores, universidades e centros de pesquisa de diversas regiões mineiras com condições de desenvolver projetos inovação – científica e tecnológica – nas áreas de interesse da empresa. Todo o potencial intelectual do Estado será de grande importância neste processo, uma vez que os processos terão, também, para a empresa, o viés de busca e retenção de talentos.

A chamada para a elaboração dos projetos se dá por editais públicos divulgados pela Fapemig, que definirão, com clareza, os objetivos, as condições e as normas que regem cada atividade proposta. Uma vez aprovados os projetos, é assinado um instrumento legal chamado ‘Termo de Outorga’, que estabelece todas as condições de execução e, também, do uso dos resultados. O monitoramento e andamento dos trabalhos e, principalmente, os resultados ao final da pesquisa, ficam a cargo da Fapemig e de profissionais da Whirlpool Latin America.

Estado de Minas: “Pais vão à Justiça para suspender Enem – Temor é de desempenho ruim dos alunos por causa da greve dos professores”

Pais vão à Justiça para suspender Enem

PARALISAÇãO

Temor é de desempenho ruim dos alunos por causa da greve na rede estadual. Outra dúvida é sobre a reposição das aulas
Amanda Almeida

A Federação das Associações de Pais e Alunos das Escolas Públicas de Minas Gerais (Fapaemg) deve pedir à Justiça a suspensão do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). “O desempenho dos estudantes mineiros está comprometido pela greve dos professores, que já dura mais de 30 dias. Queremos o adiamento do exame até que se corrija o déficit curricular em relação ao resto do Brasil”, diz o presidente da Fapaemg, Mário de Assis. Hoje, às 14h, os grevistas se reúnem na Praça da Assembleia, na Região Centro-Sul, para decidir o futuro do movimento.

O secretário adjunto de Estado de Educação, João Antônio Filocre, encontrou-se na manhã de ontem com representantes da Fapaemg. Segundo Mário de Assis, ele disse que o governo de Minas só negocia com os professores, quando eles voltarem às salas de aula. “Não estamos do lado de um nem de outro. Só fomos apelar por alguma providência pelo fim do movimento. O secretário nos mostrou documentos com a exoneração de alguns grevistas e disse que, se a categoria acabar com a paralisação, as negociações serão retomadas. Falamos a ele sobre o temor dos pais em relação ao Enem”, relata Assis.

A Fapaemg questionou também ao secretário como será feita a reposição das aulas perdidas. “É ano de Copa do Mundo. Estamos preocupados com os recessos por conta dos jogos. Queremos que a reposição ocorra em janeiro. Não dá certo fazê-la nos sábados”, acrescenta Mário de Assis. Na Justiça, a federação pretende pedir que o Enem seja depois desse período.

Para uma das diretoras do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação em Minas Gerais (Sind-Ute-MG), Mônica Maria de Souza, não haverá relação entre a greve dos professores e o desempenho dos estudantes no exame. “Com greve ou sem greve, o resultado será o mesmo. Para discutir Enem é necessário avaliar a qualidade do ensino em Minas. Se os pais estão preocupados com o exame, devem cobrar professores bem preparados e remunerados decentemente nas salas de aula”, diz.

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Fonte:  Estado de Minas