Governo Aécio faz parceria com Centro Minas Design e Sebrae para melhorar a qualidade dos produtos de base tecnológica

A Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Sectes), em parceria com o Centro Minas Design (CMD) e o Sebrae-MG, realizou, no final do ano passado, o Projeto Piloto de Integração de Empresas Incubadas da área de Design e de Empresas Incubadas de Eletroeletrônico de Santa Rita do Sapucaí. O trabalho que reuniu cinco Incubadoras de Empresas de Design (IED), da Escola de Design da Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG), beneficiou oito empresas do Sul de Minas, no qual foram desenvolvidos 10 produtos.

A ação para modernizar as incubadoras de eletroeletrônico, que fazem parte da INATEL e PROINTEC, visou melhorar a qualidade dos produtos de base tecnológica, utilizando o design como vetor de inovação. Outro ponto importante do projeto foi dar notoriedade às atuações do CMD, em especial a Rede de Eletroeletrônico.

Inicialmente, os proprietários dos empreendimentos de base tecnológica elaboraram um briefing, informando as demandas de design, o que possibilitou aos designers vislumbrarem as áreas e produtos a ser desenvolvidos. Logo após, as empresas de design mostraram propostas comerciais de produtos, conforme as necessidades dos empresários. Depois de aceitas, os produtos foram produzidos.

De acordo com o designer Milton Azevedo, um dos sócios da empresa incubada de design GrãoStudio, que já tem experiência no setor, as empresas de eletroeletrônico atendidas já tinham uma maturidade com relação ao design, apesar de nunca ter tido um profissional para trabalhar com eles. Houve uma apresentação do papel do design, facilitando ao cliente onde ele poderia cobrar dos designers. “Trabalhamos bastante a parte inicial, facilitando na geração do produto, que foi aceito na primeira apresentação”, disse. E concluiu, “É muito boa a união das incubadas e a ação deve ser divulgada, pois fortalece o mercado de Santa Rita do Sapucaí e o trabalho do design”.

Para o diretor industrial da empresa de base tecnológica Tecrold, Romeu Rodrigues, a iniciativa de reunir as incubadas foi essencial. O trabalho do design possibilitou colocar os projetos que estavam parados por falta da ferramenta em comercialização. “Os designers conseguiram colocar a cara do produto igual da nossa empresa, transformando nosso produto em algo de qualidade como das grandes corporações. É um projeto que deve continuar”, garantiu.

Com a mesma satisfação, o diretor geral da empresa de eletroeletrônico Biotron, Paulo Mendes, disse que a iniciativa é plausível, pois se pensa muito na parte de produção do produto, esquecendo da parte da funcionalidade e da estética em si. Com o trabalho do design houve um ganho na parte de processo de desenvolvimento. “O produto proposto foi condizente com a nossa empresa e já estamos comercializando. Na primeira apresentação que fizemos numa feira vendemos todas as unidades. Se depender de mim, a empresa participará do próximo projeto”, afirmou.

Todos os produtos já foram entregues em novembro de 2009, sendo que alguns produtos já estão no mercado. O fechamento do projeto ocorre nesta semana.

Diretores da Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração visitam laboratórios do Cetec

O diretor de Tecnologia da Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração (CBMM), Marcos Alexandre Stuart Nogueira, e o superintendente de Processos e Sistemas de Gestão da empresa, Rogério Contato Guimarães, visitaram nesta sexta-feira (5) a Fundação Centro Tecnológico de Minas Gerais (Cetec), em Belo Horizonte, com o objetivo de conhecer melhor as instalações e infraestrutura dos laboratórios. Eles foram recebidos pelo diretor de Desenvolvimento e Serviços Tecnológicos da fundação, Marcílio César de Andrade.

Em dezembro, os dois foram escolhidos como membros do Conselho Curador do Cetec. Eles visitaram os setores de Tecnologia Metalúrgica e Tecnologia Mineral, que abrigam os laboratórios de microscopia de força atômica, microscopia eletrônica de varredura e a planta piloto de caracterização de minerais.

De acordo com Rogério Guimarães, eles ficaram surpreendidos com o potencial que a Fundação Cetec tem a oferecer. “Não imaginava essa estrutura física e também fiquei impressionado com a capacitação que possuem os profissionais da equipe. É uma instituição notória por sua excelência na produção científica e tecnológica para Minas Gerais. E esse histórico de sucesso tem tudo para continuar”, afirmou.

Já o diretor Marcos Nogueira ressaltou que a fundação oferece não só laboratórios fantásticos, mas também conta com pessoas de renome dentro do cenário nacional da Ciência e Tecnologia, que possuem grande gama de conhecimento. “Isso é muito importante, ter boas pessoas trabalhando com pesquisa e desenvolvimento para o Estado”, finalizou.

Governo Aécio Neves estreita relação comercial com comunidade europeia

Minas Gerais deverá ampliar consideravelmente nos próximos anos o intercâmbio comercial com o continente europeu, diversificando sua pauta exportadora e criando novas oportunidades para diferentes segmentos produtivos que incorporam a tecnologia e a inovação. Essa é a expectativa dos participantes reunidos quinta-feira (4), no Hotel Mercure, em Belo Horizonte, no Seminário “Quatro Motores para a Europa”, que trouxe delegações da Itália, França, Espanha e Alemanha para um encontro com as equipes técnicas do Governo Aécio Neves e de entidades respresentativas do empresariado.

Representando o secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Sergio Barroso, o subsecretário de Assuntos Internacionais, Luiz Antônio Athayde, disse que, “este é o momento oportuno para a economia mineira, que está retomando seus níveis de crescimento após a superação da crise financeira internacional. Minas é o Estado das parcerias, das oportunidades e da cooperação, graças ao bom ambiente de negócios obtido”.

O subsecretário destacou também que a intenção do Governo de Minas é agregar valor à base produtiva do Estado e “estes parceiros são fundamentais neste esforço para incorporar tecnologia aos produtos mineiros, a fim de que eles possam melhor competir no mercado global. Os quatro países que integram a missão são de regiões de alto desenvolvimento científico e tecnológico, e, portanto, estão aptos a desenvolver uma cooperação muito profícua não só com o Governo de Minas, mas com o empresário e a comunidade acadêmica”, disse.

Os europeus mostraram-se atraídos pelo potencial da agroindústria mineira, particularmente porque já dominam a logística, dispondo de técnicas modernas de embalagens para o transporte a longas distâncias de produtos perecíveis, bem como para a industrialização de diversos itens da agropecuária.

Pecuária de Corte

O secretário de Relações Internacionais – Região da Lombardia, na Itália, e atual presidente da Missão, Roberto Ronza, afirmou que é fundamental para Minas Gerais se preparar para incrementar suas exportações, principalmente de carne bovina, intensificando o rastreamento do gado para atender às exigências do mercado europeu. “Dentro de três anos, a Comunidade Europeia deverá liberalizar suas práticas comerciais, retirando, no caso da carne bovina, os subsídios que concede aos produtores europeus”, enfatizou.

Ao abrir o encontro, o secretário de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Gilman Viana Rodrigues, reconheceu que as novas oportunidades de negócios exigem produtos qualificados e lembrou que o agronegócio em Minas Gerais vem apresentando um eficiente crescimento em termos de qualidade. Citou a cana de açúcar, cujo rendimento vem sendo ampliado sucessivamente, a ponto de fazer com que o Estado produza hoje o dobro do etanol que produzia há 12 anos.

Também no caso da soja, a produtividade por hectare em Minas já é maior do que a dos Estados Unidos, pois o Estado é privilegiado em termos de luminosidade, calor e umidade. “Minas precisa aprimorar o aprendizado e a gestão da tecnologia para obter maior produtividade. Nosso preço unitário ainda é baixo e precisamos efetuar grandes transações para obter uma lucratividade compensatória”, destacou Gilvan Rodrigues.

Para o secretário de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Alberto Duque Portugal, “o grande desafio de Minas Gerais é a inovação para agregar valor à sua economia. Para tanto, precisamos atrair centros de pesquisa e desenvolvimento, criando facilidades para que as empresas possam investir no avanço tecnológico”. Ele lembrou que o Estado conta hoje com o Sistema Mineiro de Inovação (Simi), que atua em articulação com as universidades, centros de pesquisa, comunidade científica e empresas. “O intercâmbio com os europeus vai dinamizar todas as atividades no campo do conhecimento, privilegiando áreas como a biotecnologia e a nanotecnologia”, acrescentou.

Quatro Motores

O Grupo “Quatro motores para a Europa” é formado por um Acordo de Cooperação entre as Regiões da Lombardia na Itália, Rhône-Alpes na França, Catalunha na Espanha, e Baden-Wurttemberg na Alemanha. Conta também com a parceria das Regiões de Flandres/Bélgica e Gales/Reino Unido.

A Missão que está em Minas é composta por 12 empresas europeias e quase 40 líderes europeus, entre representantes dos governos, de universidades e de institutos de pesquisa. Nesta sexta-feira (5), representantes da delegação Quatro Motores se reunirão com o secretário Alberto Duque Portal, de 9h às 10h, na Sectes; de 10h45 às 11h45, o encontro será na Seapa, com Gilman Viana. E de 14h30 às 15h30 está programada uma reunião com Sergio Barroso, na Sede.

BDMG ganha papel de destaque no fomento da economia mineira, só em janeiro foram R$ 86,5 milhões, valor 55% superior ao mesmo período de 2009

O Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG) desembolsou em janeiro de 2010, R$ 86,5 milhões, valor 55% superior ao mesmo período de 2009, quando foram liberados R$55,8 milhões. Os recursos se destinaram à empresas e municípios mineiros. As liberações dos financiamentos com risco BDMG – repasses do BNDES e financiamentos com recursos próprios – cresceram 193%, com R$ 37 milhões este ano contra R$ 12, 6 milhões liberados em janeiro do ano passado.

Para o presidente do BDMG, Paulo Paiva, mesmo considerando que janeiro é um mês de menor movimento no mercado financeiro, o desempenho mostra que o Banco continua nos trilhos do Plano Estratégico 2008/2011 e firma sua posição como instituição “indispensável ao desenvolvimento de Minas”. O presidente destacou o crescimento do desembolso para médias empresas com R$ 15,4 milhões, 51% a mais que os R$ 10,2 milhões liberados em janeiro do ano passado, e as liberações para micro e pequenas empresas, produtores rurais e beneficiários de outros programas para pessoa física, que, em conjunto, tiveram aumento de 32%.

Para o setor público municipal, o desembolso em janeiro de 2010 foi de R$ 3,5 milhões, 277% mais do que o registrado no mesmo período de 2009, que foi de R$ 900 mil. A perspectiva é de um crescimento ainda maior nesses números, tendo em vista o descontingenciamento dos recursos do programa NOVO SOMMA, prevê Paulo Paiva.

Autorizado pelo Conselho Monetário Nacional no ano passado, o descontingenciamento permitiu ao BDMG lançar novas linhas de crédito para financiar investimentos municipais em infraestrutura urbana, aquisição de maquinário para obras públicas e gestão sustentável de resíduos sólidos, que tiveram grande demanda por parte das prefeituras.

“Os resultados deste começo de ano mostram coerência em nossos propósitos. Continuamos caminhando para estar ao lado do empreendedor que mais precisa de crédito, especialmente o que investe na micro, pequena e média empresa. Acredito que, deste modo, podemos ajudar o Governo mineiro a desenvolver Minas de forma sustentável, gerando oportunidades e mais justiça social”, disse Paulo Paiva.

Ele lembrou que, no ano passado, o BDMG bateu recorde em desembolso, com a liberação de mais de R$ 1 bilhão.  “Não tenho dúvidas de que conseguiremos alcançar nossa meta para 2010, atingindo a cifra R$ 1,35 bilhão injetados na economia mineira” concluiu.

Minas Gerais foi o estado que apresentou o maior saldo da balança comercial em janeiro de 2010 comercial

Minas Gerais foi o estado brasileiro que apresentou o maior saldo da balança  comercial em janeiro de 2010. Enquanto o saldo brasileiro foi negativo em US$ 165,91 milhões, o mineiro foi positivo, alcançando US$ 872,37 milhões e um crescimento de 1,7% em relação a janeiro de 2009. As exportações estaduais já respondem por 13,1% do total nacional.

Os dados foram divulgados na tarde desta terça-feira (2) pela Central Exportaminas, órgão vinculado à Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sede), que atua em parceria com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).

Os números revelam, no entanto, que o saldo de Minas reduziu 26,6% em relação a dezembro de 2009. Comparando com o mesmo período também a corrente de comércio apresentou queda de 12,6% em relação a dezembro de 2009, mas ainda foi superior a janeiro de 2009 em 4,9%.

Após crescimento registrado em dezembro de 2009, as exportações de Minas Gerais caíram 17,2% em janeiro de 2010, ou seja, atingiram US$ 1,48 bilhão no primeiro mês de 2010, o que em relação a janeiro de 2009 significou uma expansão de 3,9%. Mesmo assim, percebe-se uma evolução frente ao período da crise econômica mundial, tendo em vista que o valor deste ano superou o valor de janeiro de 2009.

Já as importações em janeiro cresceram, tanto em relação a dezembro, quanto a janeiro de 2009. Depois de apresentar, por quatro meses, uma redução do valor importado, o aumento em relação a dezembro foi de 1,4%, no valor de US$ 604,9 milhões; já comparado com janeiro do ano passado, a alta foi de 7,3%. As importações de Minas Gerais representaram 5,3% do total importado pelo Brasil.

Diversificação

Apesar da queda das exportações mineiras em 2009, de 20%, verificada em função da crise internacional, da valorização cambial do real, a pauta exportadora de Minas tornou-se mais diversificada, segundo análise da Central Exportaminas.

O diretor da Central Exportaminas, Jorge Duarte Oliveira, explicou que em 2008 foram exportados 2.704 produtos, enquanto em 2009 este número cresceu para 2.861 itens. “A diversificação da pauta é importante, porque as exportações mineiras são fortemente dependentes de um grupo de produtos, principalmente da cadeia metalúrgica”, destacou. Jorge Oliveira acrescentou que em 2009, os dez principais grupos de produtos responderam por 74,5% do total exportado pelo Estado.

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O diretor da Central Exportaminas salientou que “embora muitos dos valores dos novos produtos exportados sejam baixos, o movimento de diversificação reflete resultados das ações do Governo estadual e outras instituições para que, no médio prazo, esta situação de dependência de uma só cadeia produtiva se reduza”.

Por outro lado, citou que vários produtos apareceram pela primeira na pauta de exportações ou apresentaram um notável crescimento em 2009, conforme pode ser visto no gráfico.

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Outro fato que marcou o setor exportador em 2009, segundo Jorge Oliveira, pode ser observado quando se analisa exclusivamente o setor industrial, que teve uma redução das exportações ainda mais acentuada, com queda de 31,9%, enquanto, no geral, Minas Gerais caiu 20%. “No entanto, a indústria de alta tecnologia, com destaque para produtos como insulina e válvulas cardíacas, foi a única que apresentou um desempenho favorável com a expansão de 47,5%, somando US$ 251 milhões de vendas externas.

Mesmo assim, em 2009, as exportações mineiras continuaram dominadas por commodities, em especial produtos da cadeia minerometalúrgica, como minério de ferro e aço, e produtos do agronegócio como café, açúcar e soja. As maiores contribuições para o crescimento das vendas internacionais foram concentradas em produtos não industrializados ou semi-industrializados, como açúcar, soja, ouro e carne.

No ano passado, merece destaque a estreia na pauta das exportações do subgrupo de produtos “amendoim” com valores superiores a US$ 2 milhões.

Transporte

Os modais aéreo, com 21,4%, e rodoviário, com 16,5%, aumentaram sua participação sobre as exportações mineiras em 2009, enquanto o modal marítimo apresentou uma redução de 23,1%. Embora o Aeroporto Internacional Tancredo Neves (Confins) tenha apresentado uma expansão das exportações de 20% em relação a 2008, sua participação ainda é pequena nas exportações do Estado. Representam apenas 0,3%. No modal aéreo, o Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, ainda é responsável pela maior parte das exportações, com 4,8%.

A região Central do Estado continua concentrando as vendas para o exterior, com um total de 52,4%, embora no ano passado tenha registrado redução das exportações de 27%, maior do que o Estado em geral. O segundo lugar é ocupado pelo Sul de Minas, com o percentual de 15,4%. Os vales do Jequitinhonha e Mucuri são responsáveis por apenas 0,3% das exportações mineiras, ocupando o último lugar. Apenas duas regiões mineiras expandiram suas exportações em relação a 2008, o Noroeste com aumento de 101,2% e o Triângulo com mais 28,1%.

Municípios

Já o número de municípios que estrearam nas exportações em 2009 foi menor do que os estreantes de 2008. O número caiu de 266 para 250. No Norte de Minas, o estreante foi o município de Jaíba; Turmalina, no vale do Jequitinhonha, fez sua primeira exportação; no Rio Doce, Matias Lobato; na região Central, Sarzedo; no Centro-Oeste de Minas, Perdões; no Triângulo, Santa Vitória; e no Alto Paranaíba, Arapuá e Tapira. Na Zona da Mata foram quatro os estreantes: Mirai, Dom Silvério, Piau e Carangola. Mas, foi o Sul de Minas que teve o maior número de estreantes: Monsenhor Paulo, Carmo do Rio Claro, Carmo da Cachoeira, São Gonçalo do Sapucaí e Botelhos.

Os principais municípios exportadores de Minas Gerais no ano passado foram: Itabira, Ouro Preto, Varginha, Betim, Araxá, Juiz de Fora, Ouro Branco, Nova Lima, Belo Horizonte e Belo Oriente. Eles foram responsáveis por 6,1,4% das exportações mineiras ou por um total de R$ 11,075 bilhões.

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Epamig abre inscrições para 7º Congresso Nacional de Laticínios – podem participar pesquisadores, professores, estudantes e profissionais das indústrias

Foram abertas sexta-feira (29) as inscrições para os  trabalhos científicos no 27º Congresso Nacional de Laticínios, que estão sendo feitas por meio do site do evento –www.cnlepamig.com.br. Podem participar pesquisadores, professores, estudantes e profissionais das indústrias que tenham estudos relacionados ao setor lácteo. Na edição deste ano, o tema central do congresso, que irá nortear debates e discussões, será “Sustentabilidade e responsabilidade ambiental na pesquisa, no desenvolvimento e na inovação de produtos lácteos”. O prazo para inscrições de trabalhos termina no dia 2 de abril. Para participar como congressista, o interessado pode ser inscrever até o dia 2 de julho, também pela internet.

O Congresso Nacional de Laticínios é promovido pelo Instituto de Laticínios Cândido Tostes (ILCT), da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) e, este ano, acontece de 12 a 15 de julho, no Expominas Juiz de Fora. O evento é tradicional e considerado o maior do Brasil em difusão de tecnologias sobre leite e derivados, além de referência na América Latina como fórum para apresentação de pesquisas e desenvolvimento de lácteos. Durante três dias, os mais renomados especialistas do segmento se reúnem para debater novas tecnologias e compartilhar conhecimentos, por meio de palestras e minicursos, cujos temas estão sendo definidos.

A inscrição dos trabalhos será feita exclusivamente pela internet, no site www.cnlepamig.com.br (link 27º Congresso Nacional de Laticínios), onde há instruções para o envio, normas técnicas para apresentação e preenchimento do formulário. Os trabalhos enviados passarão por avaliação de uma comissão julgadora, formada por representantes da comunidade científica do Brasil, e serão apresentados na forma de pôster ou comunicado técnico. Todos os trabalhos selecionados serão publicados nos anais do 27º Congresso Nacional de Laticínios. Os contatos com a equipe organizadora poderão ser feitos pelo e-mail comissaocientifica@epamig.br.

Governo Aécio: Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais assina contrato de financiamento o para a construção de duas pequenas centrais hidrelétricas

Diretores da Luzboa S.A estiveram nesta quinta-feira (28) na sede do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG), em Belo Horizonte, para assinar o contrato de financiamento com o Banco para a construção de duas pequenas centrais hidrelétricas (PCH’s) – nos municípios de Oliveira, no Centro-Oeste do Estado, e Nepomuceno, no Sul de Minas. Do investimento total de R$ 18,5 milhões, R$ 12,1 milhões estão sendo financiados pelo BDMG, com recursos do BNDES FINEM.

Localizada no município de Oliveira, no rio Jacaré, a PCH Oliveira está em fase final dos testes de operação, com capacidade instalada de 2,8 MW, o suficiente para iluminar uma cidade de 12 mil habitantes. Para este projeto o investimento é de cerca de R$ 12,1 milhões, com R$ 7,6 milhões financiados pelo BDMG.

A PCH Couro do Cervo está sendo implantada no ribeirão São João, município de Nepomuceno. O objetivo é a geração de energia elétrica hidráulica, com capacidade instalada de 1,5 MW. Na PCH Couro do Cervo, o investimento total é de R$ 6,4 milhões, dos quais R$ 4,5 serão financiados pelo BDMG.

Estas duas unidades serão responsáveis por uma redução de, aproximadamente, 90 mil toneladas de CO2 pelo período em que a energia já se encontra vendida, contribuindo desta forma para o desenvolvimento sustentável do Estado de Minas Gerais.

A Luzboa S.A. foi criada em 2001, para ser produtora independente de energia elétrica de fonte renovável e tem os direitos exclusivos de implantação de oito PCH’s, totalizando 38,1 MW de fonte renovável, cuja produção para os próximos 15 anos já está totalmente vendida. Esta meta é considerada pelos acionistas da empresa como uma primeira fase, pretendendo-se alcançar em fases seguintes, mas já iniciadas, até 200 MW.

Fazem parte do quadro societário da Luzboa o Grupo Espírito Santo, a Fomentinvest Energia e a Enermig, empresa mineira voltada para o desenvolvimento de projetos de energia no Estado. Já é certa a construção de mais seis PCHs – nos municípios de Nepomuceno (1), Luminárias (3), Bom Despacho (1) e Perdigão (1). “Estamos finalizando o processo de licenciamento dessas centrais e, logo em seguida, começaremos a negociar com o Banco para que também elas possam ser financiadas” informou Carlos Henrique Torres, diretor de Operações.

O contrato foi assinado pelo presidente do BDMG, Paulo Paiva, pelo diretor da Área de Negócios com o Setor Privado, Fernando Lage de Melo, pelo diretor presidente da Luzboa, Antonio D’Avillez, e o diretor de operações da Luzboa, Carlos Henrique Torres.

Aécio Neves recebe Ivo Pitanguy que veio a BH inaugurar Centro de Terapia Intensiva da Unidade de Tratamento de Queimados da Rede Fhemig

O governador Aécio Neves recebeu, nesta quarta-feira (27), no Palácio da Liberdade, o cirurgião plástico e professor Ivo Pitanguy, que esteve em Belo Horizonte para a inauguração do Centro de Terapia Intensiva da Unidade de Tratamento de Queimados da Rede Fhemig, que leva seu nome. Após o encontro com o governador, Pitanguy disse que a estrutura do CTI o impressionou. Segundo ele, o atendimento que será oferecido aos pacientes representa uma grande conquista para a população de Minas Gerais.

“Os grandes centros de queimados como esse custam muito, mas dão a possibilidade de se salvar muitas vidas. Esse centro é uma grande conquista porque o médico sozinho não consegue trabalhar. Diante de um grande queimado, ele precisa de auxílio. Todo esse grupo, esse time, essa estrutura me impressionou muito”, afirmou Pitanguy.

O CTI da Unidade de Tratamento de Queimados Professor Ivo Pitanguy funcionará no 9º andar do Hospital João XXIII e conta com 10 leitos de tratamento intensivo e um bloco cirúrgico.  Está equipado com aparelhagem de última geração, que permitirá o mais moderno tratamento cirúrgico do paciente queimado.

O Hospital João XXIII é o maior centro público de tratamento de queimados da América Latina, atende uma média de 100 casos por dia entre novos doentes, pacientes já internados e retornos. São realizadas cinco cirurgias por dia.

O nome de Ivo Pitanguy foi escolhido por ele ser considerado o maior cirurgião plástico vivo do mundo e por ser mineiro de Belo Horizonte. Além disso, no início da década de 60, após um grande incêndio em um circo no Rio de Janeiro, que deixou muitas pessoas gravemente feridas, Pitanguy decidiu convocar cirurgiões plásticos do Brasil e do mundo para atenderem às vítimas, em caráter emergencial, num grande mutirão. A partir daí, o atendimento aos queimados passou a ser uma especialidade ligada à cirurgia plástica e não mais à cirurgia geral. Pitanguy é o patrono da cirurgia plástica reconstrutora brasileira.

Governo Aécio Neves atrai investimentos de R$ 11 bilhões para desenvolvimento do Norte de Minas

A atração de investimentos de aproximadamente R$ 11 bilhões, assim como a liberação de recursos de R$ 300 mil para a recém-criada Agência de Desenvolvimento do Norte de Minas (Adenor), são alguns dos principais resultados do projeto estruturador do Governo Aécio Neves “Promoção de Investimentos e Inserção Regional” voltado, especialmente, para a Região Norte e para os Vales do Jequitinhonha, Mucuri e Doce.

Trata-se de uma área historicamente marcada pelo fraco dinamismo econômico e pelo baixo grau de integração a mercados, cujas consequências são visíveis na baixa qualidade dos seus indicadores socioeconômicos e que juntas, contribuem com apenas 13,2% do PIB mineiro. Diante dessa situação, há pouca atratividade de investimentos, colaborando assim para a perpetuação da situação crônica de pobreza.

Criado, justamente, com o objetivo de inserção regional (inclusive agronegócio) e atração de investimentos produtivos privados para essas regiões, mediante a estruturação e desenvolvimento da cadeia de fornecedores e de infraestrutura, bem como a promoção da gestão ambiental sustentável, o programa vem consolidando suas propostas através de várias ações.

No Vale do Mucuri, o Instituto de Desenvolvimento Integrado (Indi), coordenador do projeto estruturador, está dando suporte ao projeto da Zona de Processamento de Exportação (ZPE) de Teófilo Otoni, com a realização do estudo “Análise de indicadores, percepção dos exportadores sobre os impactos da instalação da ZPE de Teófilo Otoni e avaliação das potencialidades de desenvolvimento do Vale do Mucuri”.

Adenor

Também a cargo do Indi, está o suporte à Agência de Desenvolvimento da Região Norte de Minas Gerais, que deverá se transformar em uma subsidiária do Indi para a região. A agência foi criada, em agosto de 2009, para promover a integração intra e interregional dos 89 municípios da região, identificar oportunidades de investimentos, acelerar o crescimento econômico sustentável, valorizar a biodiversidade, trabalhar cluster e cadeias produtivas e oferecer infraestrutura competitiva.

A prioridade inicial do trabalho conjunto será a revisão e consolidação do Plano Estratégico da Adenor para a implantação e sistematização dos estudos existentes sobre a região, que também terá um diagnóstico das suas potencialidades.

Por meio da Subsecretaria de Indústria, Comércio e Serviços (Sics) da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sede) será implantado em Montes Claros, ainda em 2010, o Projeto Extensão Industrial Exportadora (Peiex), programa que prepara a empresa para entrar no mercado internacional. A previsão é, inicialmente, atender 128 empresas de pequeno e médio portes.

Perspectivas

Ainda dentro do projeto estruturador “Promoção de Investimentos e Inserção Regional”, o Arranjo Produtivo Local (APL) de Frutas, localizado no Projeto Jaíba, será um dos sete APLs mineiros a receber recursos do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

O Projeto Jaíba é maior trabalho de agricultura irrigada da América do Sul e o maior polo nacional de produção de sementes de hortaliças. Com investimentos públicos de US$ 520 milhões, as duas primeiras etapas do trabalho abrangem uma área irrigada de 44 mil hectares e um território cultivado de 17 mil hectares, ocupados com produção de banana, manga, limão, sementes de hortaliças, cana de açúcar, pinhão manso, milho e tomate.

Só no Norte de Minas três importantes projetos estão em desenvolvimento: o empreendimento da Pomar Brasil, com aportes superiores a R$ 25 milhões, para implantar uma unidade de processamento de frutas para suco na área do projeto Jaíba; a iniciativa do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG) que trabalha na criação de linhas especiais de financiamento com recursos de fundos de desenvolvimento, com redutor da taxa de juros; a realização de caravanas do desenvolvimento, para orientar e divulgar as novas oportunidades.

Governo Aècio Neves consolida processo de inovação e tecnologia de Minas

Minas Gerais avançou em Inovação, Tecnologia e Qualidade. É o que mostram os dados apresentados pela Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Sectes). Em 2009, os projetos desenvolvidos pelo sistema se destacaram por expandir e consolidar o processo de inovação no Estado, com investimentos em capacitação e certificação de empresas em áreas portadoras de futuro, como biotecnologia, eletroeletrônica, software e bioenergia.

O Projeto Estruturador Arranjos Produtivos Locais (APL) tem o objetivo de ampliar e melhorar a capacidade competitiva de segmentos econômicos de elevado conteúdo tecnológico. O lançamento de dois editais nas áreas de biotecnologia e eletroeletrônica totalizou R$4,4 milhões. O bureaux de inteligência dos APLs de eletroeletrônica, software e biotecnologia atenderam 250 empresas por mês em 2009 e 120 empresas dos APLs passaram pelo processo de certificação de seus produtos e processos. Na área de gestão, 175 empresas desses setores receberam capacitação, sendo metade delas com consultorias específicas por empresa.

Segundo o secretário de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Alberto Duque Portugal, essas áreas portadoras de futuro terão ainda um grande impacto na economia mineira. “Por isso as ações do Governo de Minas estão voltadas fundamentalmente para a capacitação de empresários e certificação de empresas para participação em mercados internacionais e um forte trabalho para abrir novos mercados para a produção mineira”. Em 2009 o APL de software promoveu a certificação de 10 empresas no modelo de qualidade Melhoria de Processos do Software Brasileiro (MPSBR). Outras ações importantes nesse setor foram a criação da marca Software de Minas e a edição e lançamento do Atlas Tecnológico de Software com dados das empresas de Belo Horizonte e Viçosa.

O APL de eletroeletrônica iniciou a operação da Design House, responsável pela capacitação e desenvolvimento de projetos de microeletrônica em apoio à inovação de produtos e o laboratório de software embarcado que atendeu cerca de 120 pessoas em 40 empresas. O escritório dos APLs no Uruguai também iniciou suas operações, realizando rodadas de negócios com 42 empresários dos APLs e articulado a participação de empresas mineiras nos editais do Fundo para a Convergência Estrutural do Mercosul (Focem), em parceria com o Uruguai.

O escritório do Bioerg, implantado pelo APL de biotecnlogia, e os escritórios regionais dos APLs de carvão vegetal e biomassa em Sete Lagoas, biodiesel e óleos vegetais, em Montes Claros, e o de etanol e derivados, em Uberlândia, também entraram em operação. Foram instaladas, ainda, a Rede de Ciência, Tecnologia e Inovação Setorial e a Rede Laboratorial de Referência para Controle de Qualidade e Certificação de Biocombustíveis.

Excelência de Minas

Nas áreas em que Minas já possui tradição, massa crítica e relevância no mercado, os Polos de Excelência atuam no sentido de manter esta liderança. “Nas áreas de mineração, café, leite, florestas e recursos hídricos os polos buscaram integrar as competências das universidades e das empresas com resultados promissores e que já começam a atrair novos negócios”, afirmou  Portugal.

O Polo de Excelência em Recursos Hídricos realizou o segundo seminário Internacional sobre Espécies Aquáticas Invasoras, lançou o livro Biota Minas e o edital Biota Minas, no valor de R$ 1,5 milhão. Em uma parceria com o Cetec, Cemig, Igam, Ibama e o governo federal, o polo inaugurou a primeira Escola da Água do Estado. O objetivo destas ações é oferecer capacitação em gestão de recursos hídricos e sustentabilidade.

Na área de mineração e metalurgia, o Consórcio Mínero-Metalúrgico de Formação e Qualificação Profissional de Minas Gerais, por meio de Acordo de Cooperação entre 15 grandes empresas do segmento, Fiemg e Sindicato da Indústria Mineral do Estado de Minas Gerais (Sindiextra), foi formalizado pelo Polo de Excelência Mineral Metalúrgico.

Para se manter como referência na produção de leite no Brasil e no mundo, o Governo Aécio Neves, por meio da Sectes, criou o Mestrado Profissional em Ciência e Tecnologia de Leite e Derivados, com dez alunos em 2009, agentes multiplicadores de boas práticas na produção de leite e fabricação de lácteos sendo 16 agentes, 31 consultores e 17 auditores.

Em parceria com a Fiemg,  a Sectes iniciou processo de capacitação de dez empresas para exportação de produtos de maior valor agregado. Outra parceria importante é com a Embrapa para realização do Fórum das Américas de Leite e Derivados. O Governo de Minas investiu, ainda, no georreferenciamento dos laticínios da Zona da Mata e Campo das Vertentes e no Centro de Inteligência do Leite, com média de 440 mil consultas/mês. “Essas iniciativas já começam a mostrar resultados interessantes e que ajudam a consolidar o Estado de Minas como uma referência no mundo e no Brasil”, avaliou o secretário.

Polos de Inovação

Esta linha de atuação privilegia as regiões menos favorecidas do Estado. Dez cidades do Norte e Nordeste de Minas Gerais vão receber Polos de Inovação. Em 2009, foram treinados 250 agentes TEIA em Diamantina, Teófilo Otoni, Salinas e Araçuaí para atuar nestas regiões utilizando ferramentas de web 2.0 para promover negócios e incentivar a inovação. Teófilo Otoni e Salinas receberam laboratório de massas e cerâmica, curso de cerâmica e central de massas. Diamantina recebeu curso de empreendedorismo e Salinas iniciou a implantação de fornos, para apoio às atividades de artesanato cerâmico, desenvolvidos nos laboratórios da Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ).

Segundo o secretário  Portugal, os Polos de Inovação vêm atuando no sentido de estimular o crescimento econômico nessas regiões. “O objetivo é adensar massa crítica e desenvolver projetos de inovação que agreguem valor às atividades econômicas já em desenvolvimento”.

Portugal afirmou, ainda, que o ano de 2010 é um ano de entrega de resultados para a sociedade. “O grande trabalho em 2010 é consolidar as ações dos projetos e, efetivamente, causar impacto na economia e na sociedade, oferecendo resultados concretos para a população.”